domingo, 21 de dezembro de 2008

Adeus ano velho! Feliz ano novo!

Bem, o fim do ano está próximo. Hora de refletir sobre tudo o que aconteceu nos últimos 12 meses.

Perdas e conquistas. Realizações e frustrações. Alegrias e tristezas.

É sempre assim não é? Sempre que um ano termina procuramos explicações para uma série de coisas. Por que isso? Por que aquilo? Será que tinha que ser assim mesmo? Não seria melhor ter feito de outra forma?

Não importa. Passou. Entre os dias 31de dezembro e 1º de janeiro tudo volta à tona como um furacão. É um turbilhão de emoções. A mente busca, dia após dia e, em detalhes, os acontecimentos mais importantes do ano.

Lembramos dos risos, dos choros, das horas felizes, dos abraços, das provas, das aulas, do futebol, dos filhos, do sol, da chuva, das noites, da lua, dos amigos, das contas, das festas, das baladas etc...

Ufa! É muita coisa. Como diria os Titãs: “tudo ao mesmo tempo agora”.

E, entra ano... sai ano... a cena se repete. Após pensarmos em tudo isso, vem o futuro. E como ele pode ser.

Mais uma vez a mente voa. Promessas, planos, desejos. Saímos do flash back e, invariavelmente torcemos para que o período seguinte seja completamente diferente. Melhor, é claro!

Este é o último post da temporada. Agradeço a todos que acompanharam “O mundo em palavras”. Todos, sem exceção, contribuíram de alguma forma para sua evolução e para que eu crescesse como ser humano e futuro jornalista.

A minha mensagem de fim de ano é:

Se você realizou só uma parte dos seus sonhos em 2008, parabéns!

Você terá muito o que realizar em 2009. Feliz sonhos novos!!!

Abraços,

Marcos

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Prêmio Dardos

Recebi um selo de extrema importância nos últimos dias. Agradeço de coração e retribuo da mesma forma.



É claro que só repasso para os blogs que realmente valem a pena.


O selo representa o reconhecimento dos valores que cada blogueiro tem.


Sejam eles éticos, literários, pessoais, profissionais etc. Mas, para recebê-lo é preciso cumprir regras:


1-Exibir a imagem do selo;


2-Linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação;


3-Escolher 15 outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos;


4-Avisar todos eles


Eles são:


Entre Marés: http://minhasmares.blogspot.com/


Vida Bailarina: http://vidabailarina.blogspot.com/


Blog do Montanha: http://alemontanha.blogspot.com/


Mundo Mesquita: http://mundomesquita.blogspot.com/


A foca em Foco: http://daianetorres.blogspot.com/


Miss Simpattya: http://missimpattya.blogspot.com/


A arte de informar para transformar: http://jupetroni.blogspot.com/


Spa de Idéias: http://spadeideias.blogspot.com/


Blog do Bigode: http://johnnybigod.blogspot.com/


Parabéns a todos!!!!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Tempo... tempo... tempo...

Tempo. Tão escasso, tão raro. Diminuto, pouco. Enfim, ele me sobra. O que fazer com ele? Não sei.

Mas, enfim, ele me sobra.

Tempo que servirá com certeza e, por mais incrível que possa parecer, tempo que servirá para correr atrás do tempo perdido. Confuso, não?!?!

Com ele perdemos e ganhamos muitas coisas. Deixamos passar algumas e vivenciamos outras. Tempo para refletir. O que foi bom e o que foi ruim.

Olhar para trás e entender como o Universo conspira, juntamente com o tempo, a nosso favor.
Imaginar 730 dias antes deste post. Como assim? Simples. Foi exatamente há dois anos que fui impulsionado, obrigado, levado à faculdade.

No decorrer desse mesmo tempo, a vida me apresentou pessoas, culturas, experiências, as quais eu não imaginava viver. Pois é, o tempo, sempre ele.

O mesmo tempo que nos faz lembrar, que nos faz esquecer, que nos faz agradecer o tempo todo. Precisamos dele, mas durante a maior parte de nossas vidas, nem respiramos direito, quem dirá pensar. Impossível.

Mas estou em férias. A cabeça desanuviada, calma, com tempo de sobra para fazer o que der na telha. Esquecer um pouco da sala de aula, do trânsito, do cansaço, dos textos, enfim, de tudo!

Rever amigos que ficaram em segundo plano, reorganizar a casa, ler, escrever, passear, curtir os filhos, a vida!

Enfim, ele me sobra. Aproveitem bem o tempo útil de vocês. Vale a pena!!!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Quando acaba o sonho...


Que a vida não é um conto de fadas todos nós sabemos. Que ela é cheia de alegrias e tristezas, também.

Feita de sonhos e, também de pesadelos, a vida segue irremediavelmente seu rumo.

Somos, muitas vezes, reféns deles. Queremos realizá-los a qualquer custo. Aprendemos ao longo do tempo que tudo tem começo, meio e fim.

E o que acontece com a nossa mente quando algo que poderia se tornar realidade, de repente, acaba?

Não há respostas para tal questionamento. Ouvi dizer, não me lembro quando, que ao termos nosso sonho desfeito, a tendência é esquecermos. É provável.

Para quem acompanha este espaço, pôde perceber que há tempos as palavras andaram escassas. Simplesmente sumiram. Aliás, retirei textos que muitos consideravam lindos, perfeitos, demais etc.

Não foi por mal, não foi por nada, aliás, não foi por acaso. Aquelas palavras perderam o sentido no meio ou quem sabe, no fim do caminho. Simplesmente se foram. Ficaram no vazio.

O sonho que fica pelo meio do caminho não volta mais. Morre, muitas vezes, de inanição. E quanto mais o tempo passa, mais anuviado fica. Estranho isso. Mas é assim mesmo.

Cheio de pedras, o caminho se torna mais duro. E nós, mais maduros.

Vejo pelo retrovisor o sonho que se foi. Olho para frente e vejo novos sonhos. A vida é assim. Que fique claro: "Me orgulho de ter sonhado!!!"

Como diria Renato Russo: Podem até maltratar meu coração, mas meu espírito ninguém vai conseguir quebrar!!!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ufa! Acabou! Pelo menos por enquanto!

Por enquanto é “finito”. Acabou. Adeus stress. Textos guardados. Sensação de dever cumprido.

Meses de aulas, cansaço, sono, dedicação, leitura, trabalhos, e afins.

Ufa!!! Não foi fácil. Agora é tempo de relaxar a mente e esperar que as notas sejam aquelas que desejamos e lutamos para conseguir.

É meus amigos. Uma, duas, três... no final foram sete provas. Maçantes, massacrantes, duras, complicadas, complexas. Valeu o esforço de todos.

Corredores lotados entre uma turma e outra. Um a procura do outro para sanar aquela última dúvida. Alguns preferiram a solidão. Talvez sozinhos tivessem mais facilidade para guardar aquele detalhe que poderia fazer a diferença.

O mais engraçado de tudo isso é que as matérias que realmente fazem parte do curso, como Procedimentos em jornalismo, Jornalismo on-line e Conceitos e gêneros, foram até certo ponto, as que menos deram trabalho.

Nossas mentes estão voltadas agora para aquelas outras que só estão na grade para encher nossa paciência, tais como: Ciências da Linguagem, Comunicação Comparada e Técnicas de som e imagem.

Digam-me: já imaginaram uma SUB em uma dessas matérias? Seria o fim, não? Também acho. Até porque, acredito que tenham sido as piores provas da temporada 2008.
Infelizmente, como diria um amigo meu: “Agora não tem choro, nem vela e nem fita amarela.” A sorte está lançada.

Que Deus e “as canetas que corrigirão” nossas provas estejam de bom humor e nos dê a alegria da passagem para o 3º ano.

Boa sorte a todos!!!

sábado, 25 de outubro de 2008

Vocês cresceram!!!


É inevitável! O tempo passa para todos e com vocês não foi diferente. Ontem eram apenas duas pequenas criaturas, dependentes, choronas, lindas, resmungonas. Nos últimos dias passei a olhar para vocês com outros olhos.

Olhos, ainda de pai, mas com um sentimento diferente. Para ela, como se me perguntasse: “Jesus!!! É ela mesmo?” Para ele: “Caramba, quem é esse carinha?” Vocês um dia olharam para mim de baixo para cima, sempre com muito carinho. A recíproca sempre foi verdadeira. Apesar, né mocinha, de alguns anos de distância.

Hoje ela me acompanha para muitos lugares. Anda ao meu lado toda orgulhosa, toda menina-mulher, charmosa, ciumenta e muito engraçada. O carinha é mais complicado. Muitas vezes quer se passar por mim e tem até o meu nome. Que abusado. Compara-se a mim, quer fazer tudo igual, corneta sempre que vai me ver jogar.

Cresceram separados, sem muita ligação, não sabiam dos gostos um do outro. Eram até estranhos, diria eu. O sangue falou mais alto. Mesmo com a distância, hoje gostam das mesmas coisas, ouvem as mesmas músicas, enchem o meu saco na mesma proporção. É incrível, como podem ser tão parecidos? Não sei, mas são.

Há alguns dias eles se precisaram. Eu estava em Atibaia e ele deveria ir ao shopping trocar uma mochila. E não é que a moça toda prestativa se ofereceu para acompanhá-lo? Pois é, foram juntos, efetuaram a troca, se despediram e cada um foi para o seu lado. Claro, aproveitaram o passeio para se falarem e se conhecerem um pouco mais.

Dias antes deste episódio, ela veio me visitar e dormir em casa. Enquanto eu fazia um trabalho para a faculdade, os dois se trancaram no quarto e só foram dormir lá pelas três da manhã. Quando questionei sobre o que falavam, a resposta foi uma só: “Estamos falando sobre uma série de coisas, o Sr. pode nos dar licença?

E eu fiquei com aquela cara de “ué”. Será que eu agüento isso? Como são abusados.
E a vida segue. Ele já sai da cidade sozinho para visitar sua mãe. Ela se torna mais independente a cada dia. Felizmente ou infelizmente, cresceram. Não gosto de olhar para eles e ver que já podem andar sozinhos. Queria aquela dependência para sempre.
É Marcos, não é assim que funciona. Conforme-se.

Eles mantêm o mesmo carinho, a mesma educação, o mesmo respeito. De vez em quando surge um: “E aí velho?” “Você é ranzinza, né?” Bem, sinal dos tempos. É claro que eu jamais deixarei de ser chato com eles, afinal de contas, eles são meus e ninguém poderá mudar isso.

Bianca da Costa Forte, 16 anos. Marcos Forte Filho, 13 anos. Vocês um dia serão pais também. Mesmo assim, jamais deixarão de serem os meus bebês. Bibi e Quinho. Sei que um dia, a vida se encarregará de cuidar um pouco de vocês também, mas até lá, me deixa curti-los um pouco mais.

domingo, 28 de setembro de 2008

Policarpo Quaresma e o Brasil

Podemos considerar que o povo brasileiro faz às vezes de Policarpo Quaresma. Somos visionários. Acreditamos que o Brasil ainda será o país do futuro. Votamos num presidente para mudar a nossa história. Em partes isso aconteceu, mas num todo, nos decepcionamos.

Assim como o personagem da história temos sonhos, queremos mudanças. Mas à medida que o tempo passa, verificamos que tudo isso fica apenas no nosso imaginário. Algumas coisas andam bem no Brasil, mas se pararmos para pensar de forma inteligente veremos que muito poderia ser feito, mas, simplesmente não convém ao nosso governo.

Parecido com Marechal Floriano Peixoto, nosso presidente se uniu aos interesses próprios para comandar a nação. Tudo o que poderia ser feito para que realmente nos tornássemos independentes, fica para depois. O Brasil ainda prefere cuidar dos outros, dar ouvidos ao exterior, ao invés de andar com as próprias pernas.

Vamos pegar um dos exemplos do livro, o nacionalismo. A língua. Somos o país com o maior contingente de pessoas que falam o português e, mesmo assim, teremos que nos adequar ao português de Portugal. Como assim? Se somos a maioria, não seria mais correto os outros países aprenderem o nosso português?

Mas isso não aconteceu. Ainda temos dentro de nós o sentimento de colônia. Não acreditamos que somos uma potência mundial. E tal qual nosso herói, ficamos passivos diante de tudo o que acontece. Lutamos por um determinado período, como na época do Collor, mas agora, perdemos as forças.

Com isso, a corrupção anda solta em todas as esferas do poder. A pessoa em quem acreditamos que mudaria tudo isso, talvez tenha se esquecido de onde veio e de quem o colocou lá. Se gabar de uma bolsa família, da descoberta do petróleo, de uma política econômica estável, é pouco para quem tem o potencial que nós temos. Até porque, não adianta ter tudo isso e não saber como usar.

O que o nosso herói gostaria de ouvir hoje, talvez fosse algo mais grandioso, tais como: o Brasil é o país com uma das melhores distribuições de renda do mundo; não devemos mais obediência a ninguém; somos auto-sustentáveis na questão dos combustíveis; deixamos de ser um país de analfabetos; a criminalidade diminui a cada dia; a saúde do povo brasileiro está melhor, e muitas outras coisas.

Mas, ao invés disso, a frase que mais ouvimos é: “Nunca na história deste país...” Bem, este é o Triste fim de Policarpo Quaresma.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Morte ao gerúndio!!!

De onde veio, como surgiu e quem foi o primeiro a falar dessa forma, ninguém sabe. O que sabemos é que este horrível modo de se expressar cresce a cada dia. O gerúndio.


É comum recebermos ligações diárias de empresas de cartões de crédito, assinaturas de jornais e revistas, empréstimos, telefonia etc. O atendente normalmente entra assim na linha: “Bom dia Sr. Fulano, eu poderia tá falando com o Sr. um instante”?


Pronto! Prepare seu ouvido porque lá vem bomba. Bomba carregada de ando, endo, indo, ondo e tudo o mais que eles tiverem na cabeça. “O Sr. pode tá pagando.” O Sr. pode tá fazendo.” “O Sr. pode tá indo.” Enfim, é uma coisa absurda.


O último a entrar na onda foi o repórter da Editoria de Esportes do Estadão, Fábio Hecico. No jornal de ontem (14.09.2008), ele escreveu assim: “Hoje, os corintianos poderiam estar comemorando mais uma goleada sobre o Barueri.” A foto da referida matéria está ao lado. Leiam o último parágrafo.


Alguns vão dizer, “mas ele não escreveu “tá” e sim “estar comemorando”, o que não faz diferença alguma. Está errado do mesmo jeito.


Outro dia, me ligou uma atendente da NET e me fez a seguinte a proposta: “Sr. Marcos, o Sr. não gostaria de estar adquirindo o pacote total da NET? O Sr. estaria pagando apenas X valor por isso. Além do mais, o Sr. poderia estar colocando em débito em conta.”


Quase enfartei. Três gerúndios praticamente na mesma frase. Santa ignorância.


E não são apenas atendentes de telemarketing, não. As Olimpíadas foram um festival nacional de gerúndios. O Brasil vai estar jogando. O juiz está marcando falta. O bandeirinha está dando impedimento. O nadador americano está batendo o novo recorde mundial. O que é isso minha gente?!?! Aonde vamos parar ?!?!


Então, nada de “estar falando, estar fazendo, estar indo, estar procurando.” Isso não existe.


Falar, fazer, ir, procurar, além de mais simples, é o correto.


Morte ao gerúndio! Já!!!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Mudar é preciso...

Quando paramos e questionamos sobre nosso comportamento, uma coisa é certa. Sempre achamos que estamos certos, certo?


Talvez. Mas mudar é preciso.


Reclamar de tudo, ser grosseiro com as pessoas, se irritar com qualquer coisa ou mesmo fingir estar de bem com o mundo o tempo todo, convenhamos, não é o melhor caminho.
Sinceridade, atenção, respeito e cordialidade devem andar lado a lado, sempre. Mudar conceitos, sim. A personalidade, jamais.


Li um livro nos últimos dias chamado O poder do louvor e, antes que questionem a minha religião, sou católico. Mas o livro não fala sobre religião. Ganhei de um amigo teólogo que me achou muito carrancudo e disse que, de alguma forma, a leitura me ajudaria.


O livro mudou sua vida a partir do instante em que passou a aplicar seus ensinamentos no dia-a-dia. As palavras de força e fé o fizeram melhor e comigo acontece a mesma coisa.


Outros dois fatores me ajudaram a reparar alguns defeitos. Eduardo e Alice, meus sobrinhos. Num dia qualquer, que eu não me lembro exatamente, acordei e dei de cara com eles na sala da minha casa.


Ao me verem, abriram um sorriso mais que delicioso. Aquelas carinhas sem dentes e sorridentes mudaram meu dia. O Eduardo rindo de tudo e a Alice com aquele dedão na boca. Jesus! Como podem ser tão lindos.


E aí, bem e aí, resolvi parar de reclamar, de achar que o mundo está errado. Se eles que acabaram de vir ao mundo viram o tio ainda com cara de sono e mesmo assim sorriram... Quem sou eu para reclamar da vida?


A mudança me trouxe novos amigos, novas aventuras, novos desafios e muito mais alegrias.


Enfim, não importam os motivos. Esses foram os meus e tenho certeza que todos temos algum defeito e sempre podemos melhorar.


Que tal tentar?

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Santa Isabel - 23 e 24 de agosto


"A grande Família"

Raquel...
Ariane...
Juliano...
Rasta...
Nelson "Juliano" Ned...


Ariane, Raquel, Chijo, Carol e um pouquinho da Michelle...
Carol e Raquel...

Michelle...
Belo e Fran...

Rasta, Michelle e Juliana...
Juliano...
Ariane, Rasta e Michelle...
Pepe e Chijo...

Edson e Hudsa...

Juliano, Pepe, Edson e Rasta... fanfarrões...



Whisky a go-go, by Pepe e Michelle...

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Juliano, Juliana e Michelle...

video

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Crônica - O atropelamento

- Oi Marcos, tudo bem?

- Tudo e você?

- Tudo ótimo. Posso te fazer uma pergunta?

- Claro.

- Você por acaso não achou um par de óculos perdido lá no sítio?

- Hmmmm, sim, achei. Era seu?

- Não. Era de uma amiga. Que bom que você achou.

- Eu disse que achei, né? Mas não falei em que estado.

- Como assim?

- Na verdade, ele foi atropelado.

- Meu Deus?!?! Não brinca...

- Tô falando sério.

- Marcos do céu. Como assim atropelado?

- O coitado foi atropelado, é isso. Cheguei ao local e o vi estendido no chão. Lentes de um lado, pernas do outro.

- Não acredito?!?!

- Acredite. Eu tentei de tudo. Massagem cardíaca, respiração boca-a-boca, mas ele não resistiu.

- E agora? Como conto para minha amiga?

- Pode ficar tranqüila que eu falo com ela.

- Mas como irá contar?

- Vou dizer que ele estava andando sozinho, no meio da noite e que a rua estava escura e... e... aconteceu.

- Será que ela vai ficar chateada?

- Isso eu não sei. Mas vou perguntar para ela: “O que vale mais? Um par de óculos ou uma amizade sincera e verdadeira?”

- E se ela disser “a amizade”?

- Estamos feitos.

- E se ela falar "os óculos"?

- Eu falo para ela que não sei de nada e peço para ela te ligar. Simples assim!

- Grande amigo você, hein?

- Amigos, amigos, óculos à parte!!!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Meu Pai? 1932 - 1995

Está aí um assunto que eu pouco falo e gosto menos ainda de falar. Mas ouvi de alguém, um dia, que era preciso me livrar deste fantasma.

Por isso estou aqui. A história é mais ou menos assim. Não convivi com meu pai, não troquei mais do que poucas frases ao longo de dois anos ou menos de contato.

O que apurei desde sua morte, em 19 de maio de 1995, é que levava uma vida completamente alheia à família. Infelizmente era alcoólatra. Não fazia questão de cuidar da casa e tinha pouco respeito pela minha mãe.

Conversando com meus irmãos e familiares próximos descobri ainda que muitas vezes deixou a desejar como pai. Meus irmãos, principalmente os mais velhos, dizem que a coisa não era bem assim. E tentam recontar a história.

Mas o que sempre ficou prá mim foi a versão da minha mãe. Que, segundo ela, sofreu na pele as conseqüências de um casamento arranjado, cerimônia acontecida lá no final dos anos 50.

Crises incalculáveis de alcoolismo, a falta de participação na criação dos filhos, muitas vezes o uso da violência. Enfim, ele saiu de casa no terceiro mês de gestação da minha mãe, início de 1974. O feto, no caso, era o narrador da história.

Cresci sem ele. Fui ajudado por muitos outros pais de aluguel. Seu Renato, Seu Jair e Seu Mané, que Deus os tenha. Luiz, Franco, Nelson (meu padrinho) e Seu Jacó, foram as pessoas que cuidaram de mim de alguma forma.

Ajudaram na formação do meu caráter, da minha personalidade, da minha educação. Evitaram, com conselhos, que eu seguisse por caminhos tortos. Foram, em outras palavras, o pai que eu nunca tive. Minha mãe é um caso à parte. Sua vida será contada em outro momento.

Conheci meu pai aos 12 anos de idade. Em uma foto tirada no dia do casamento vi um homem bonito, forte, com ar de superioridade. Ao vê-lo pessoalmente a decepção foi muito grande.
Surrado pelo álcool e pela vida estava à minha frente uma pessoa desconhecida, desinteressante, estranha, que a mim, não representava absolutamente nada.

Talvez porque acreditava que sua ausência tenha prejudicado a minha vida de alguma forma. Talvez pelo fato de não ter recebido, nunca, em momento algum, uma palavra, uma notícia, ou mesmo qualquer tipo de preocupação de sua parte.

Lembro-me de pouca coisa do dia de sua morte. Naquela época curtia o nascimento do meu filho, que tinha 40 dias de vida. Compareci ao velório, mas não ao enterro. Cisma minha, não tenho a menor vontade de conhecer cemitério.

Naquele dia, meus irmãos choravam, estavam tristes. Eu olhava ao redor e não conseguia, ou melhor, não queria entender os motivos. Com 20 anos, minha mágoa era maior do que a angústia deles. Egoísmo? Talvez.

Passados 13 anos, não sei se devo me arrepender dos meus sentimentos, da minha passividade com a sua morte. O que sei e o que aprendi ao longo da vida foi ensinado por pessoas maravilhosas, dignas do meu respeito. Pais de amigos meus que resolveram, em épocas distintas, me acolherem como filho.

Como todas as pessoas que se vão, procuro acreditar que meu pai esteja em um bom lugar lá em cima. Ao lado de Deus e, quem sabe, arrependido da vida que levou. Da falta que fez ou não fez para nossa família. Principalmente a mim.

Este é um pedaço triste da minha história que ficará marcado para sempre. Ao escrever estas palavras espero esquecer um pouco do pai que eu não tive.

sábado, 31 de maio de 2008

Sinal Fechado 1969 - 2008

Na última semana procurava alguma música que desvendasse o mundo em que vivemos. Por pura casualidade, a canção que mais se aproximou foi Sinal Fechado, de Paulinho da Viola.

Melhor ainda, a música foi gravada em 1969, ou seja, há praticamente 40 anos. Alguns trechos são extremamente interessantes no que diz respeito ao futuro, a correria nossa do dia-a-dia, a busca incessante do tempo perdido, de um sono tranqüilo.

A letra, na verdade, é um diálogo entre dois amigos, cada um no seu carro, parados em frente a um “sinal fechado”.

Naquela época, as pessoas já viviam uma vida atarefada, com milhões de compromissos e, principalmente, reclamavam da falta de tempo para cuidar do lado pessoal e afetivo. Já prometiam retornar uma ligação, sabe-se lá quando. Marcavam encontros que não seriam realizados.

Havia muito mais com o que se preocupar. A cabeça andava cheia, ver um amigo ou alguém especial era tarefa das mais difíceis. Parar para bater um papo na mesa de um bar era complicadíssimo. E olha que falamos de 1969.

Se antigamente, sem internet, trânsito, celular, e-mail, televisão etc., as pessoas já lamentavam a vida agitada e vazia que viviam, o que não dizer dos dias de hoje?

Afinal de contas, temos tudo. Todos os meios de comunicação possíveis e imagináveis e, mesmo assim, damos inúmeras desculpas para as pessoas que nos cobram algum tipo de contato. Acho que já nascemos com esse pensamento, sabiam?

Procuramos ocupar tanto a nossa mente com tantas coisas que estão à nossa volta, que não percebemos a vida mecânica que vivemos. O filme Tempos modernos, de Charles Chaplin, talvez seja a obra perfeita para o nosso tempo. Mesmo tendo sido gravado em 1936.

Acordamos, trabalhamos, estudamos, “ficamos”, comemos, bebemos, dormimos. Mas, parece que nos final das contas o corpo fez tudo sozinho. Coube a nós apenas a tarefa de ligar o botão do “piloto automático”. Pronto. Agora deixa a vida me levar.

É necessário parar e pensar sobre isso. Talvez passar um fim de semana com o computador desligado. Sair e deixar o celular em casa. Esquecer o saldo negativo da conta. Não ligar, não mandar e-mail para os seus amigos e, sim, ir até eles.

Por melhor que sejam os meios de comunicação de hoje, nada, em tempo algum, irá superar o sorriso e o abraço verdadeiro. O calor humano é fundamental para continuarmos sendo Homo sapiens.

domingo, 18 de maio de 2008

Ditadura - achados e perdidos

Recentemente em uma das aulas de Técnicas, sons e imagens, o professor Armando Prazeres, nos brindou com uma relíquia. Um DVD chamado PHONO 73, uma coletânea com imagens de vários artistas e suas obras censuradas na época da ditadura, em 1973.

Todas as vezes que assisto ao DVD me pergunto: - De onde saía tanta criatividade para escrever letras tão subjetivas?

Ao relacionar o DVD com o livro, Meu querido Vlado – A história de Vladimir Herzog, do jornalista Paulo Markun, a viagem torna-se ainda mais interessante.

Imaginar como viviam essas pessoas, artistas, jornalistas é um exercício complicado. Eles simplesmente não podiam fazer nada. A explicação dada pelo professor sobre a música, Não chores mais, de Gilberto Gil, nos transporta para uma realidade impensada nos dias de hoje.

Assistir ao vídeo proibido da canção, Cálice, de Chico Buarque, sem dúvida nos deixa ainda mais atônitos. Na apresentação, Chico tem seu microfone cortado para que não consiga cantar a música. Gil, mal pronuncia a letra. Parece balbuciar alguma coisa, mas sem dizer qualquer palavra.

Tempos difíceis aqueles. Haja criatividade.

Paulo Markun, nos leva aos bastidores da ditadura. Anos em que os jornais só circulavam após aprovação do “censor”. Todas as palavras deviam ser medidas, pensadas e repensadas antes de irem para o papel.

As atrocidades cometidas após o AI-5 (Ato Institucional 5), em 1968, que conferia ao Governo Federal poderes ditatoriais, são relatadas de forma muito clara pelo jornalista. Muitas pessoas foram presas e mortas naqueles anos, sem qualquer justificativa plausível para tal.

Enfim, tanto o DVD, quanto o livro são itens indispensáveis para qualquer pessoa. Ainda mais se estas são estudantes de jornalismo.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Crônica - Crise existencial

- Alô...

- Alô, Marcos? Boa noite, tudo bem?

- Tudo e você?

- Bem também.

- O que manda?

- Olha, estou preocupada com o meu carro. Ele anda agindo de forma estranha.

- Como assim?

- Não sei. Semana passada, em plena Av. Paulista, ele parou, simplesmente não queria andar.

- Que coisa!

- No sábado, estava na Marginal Tietê a 80km por hora, de repente, ele engasgou e não passava do 30.

- Estranho.

- No domingo foi pior ainda. Bem perto de uma bifurcação tentei virar à direita, mas ele permaneceu em linha reta e parou em cima das faixas.

- Ahã.

- E hoje, o filho da mãe não pegou de jeito nenhum.

- E o que você fez? Chamou o mecânico?

- Chamei. Ele foi até em casa e disse que o problema não era mecânico.

- Não?

- Não. Disse que o problema é emocional. Stress. Trânsito, buzina, esse pára e anda toda hora, subida, descida, multa, motoqueiros. Segundo ele, o meu carro está com crise existencial.

- Sério? E agora, o que você pretende fazer?

- O que eu pretendo fazer não, né? O que eu fiz. Marquei uma consulta com o Dr. Jackson para a próxima quarta-feira.

terça-feira, 13 de maio de 2008

O inferno ficou para trás...

Em 08 de dezembro de 2002, a cidade de São Paulo assistiu ao vivo pela televisão a implosão do maior presídio do país, o Carandiru. Palco de inúmeras rebeliões e repressões. Na mais famosa delas, 111 presos foram assassinados, em 02 de outubro de 1992.

No local foi construído o Parque da Juventude, com uma área total de 240 mil m². As lembranças do antigo presídio ficaram para trás. “O que restou do antigo Carandiru foram algumas muralhas que hoje servem como ponto turístico para visitantes, além dois pavilhões, o quatro e o sete, que foram totalmente reformados e hoje abrigam estudantes”, diz Paulo Pavan, administrador do complexo.

O Parque foi construído em três fases. A primeira delas, o complexo de quadras poliesportivas, pista de skate e patins, numa área de 120 mil m². O espaço pode ser utilizado até as duas horas da manhã. Durante o dia, professores e profissionais da área de educação física dão aulas gratuitas de futebol, basquete, tênis e vôlei.

O segundo espaço é constituído de ruas e alamedas para caminhadas. Possui bosques, árvores frutíferas e ornamentais, além de conservar uma área de mata atlântica de 16 mil m². É a chamada área central, a mais bonita do Parque, com muito verde e um visual maravilhoso.

A terceira fase e com caráter mais social é formada por uma estrutura que fornece à população programas culturais, diversos cursos gratuitos, concertos e exposições.

Os prédios reformados viraram salas de aulas, onde funcionam as ETC´s, Escolas Técnicas do Estado de São Paulo, administradas pela Fundação Paula Souza e, também, uma unidade do Acessa São Paulo, um programa do governo estadual de acesso à internet, que conta hoje com 110 computadores.

A segurança é um dos pontos positivos do local. “Aqui não permitimos o consumo de álcool e maconha. Qualquer pessoa flagrada nessa situação é automaticamente convidada a se retirar do parque”, afirma o Pavan.

De fato, andando pelas alamedas e quadras, não percebemos qualquer tipo de movimentação de pessoas suspeitas, a sensação é de muita tranqüilidade.

A proximidade com o Cingapura da Zacchi Narchi não atrapalha em nada a movimentação no parque. Pessoas de diferentes níveis culturais convivem em harmonia. “Existe o respeito entre os freqüentadores, não há espaço para discriminação, com isso todos se beneficiam”, diz o administrador.

Segundo Pavan, uma pesquisa realizada recentemente mostra que mais de 50% da população do parque tem nível universitário. “É uma mescla que dá certo”, confirma.
Interessante notar a limpeza do local. A cada 20 ou 30 metros nos deparamos com cestos de lixos, todos com placas indicando quais os tipos de detritos devem sem jogados em cada um deles, isto faz com que o lugar esteja sempre limpo.

Segurança e limpeza em um local amplo e com muita vegetação é um convite ao lazer e ao descanso. Podemos ver pessoas tirando cochilos em plena luz do dia, andando vagarosamente, lendo um bom livro ou mesmo batendo um papo.

O número de visitantes aumenta a cada ano. “Em 2006, foram 650 mil, em 2007, 1.300 mil. Para 2008, esperamos chegar a 2 milhões de visitantes”, acredita Pavan.

domingo, 11 de maio de 2008

Corinthiano: orgulhoso sim, feliz não...

Este é um texto direcionado apenas aos corinthianos, que como eu, começaram a sofrer com o início da Série B.

Estamos bem na Copa do Brasil, prestes a classificarmo-nos para as semifinais, mas este é um outro campeonato, outra disputa, outros times e outra realidade, sim.

A Série B nada tem de charmoso, glamoroso ou qualquer outro adjetivo que a torne interessante ou convincente para qualquer torcedor do Corinthians. E não adianta dizer que começamos bem, que o Pacaembu recebeu 35 mil pessoas ontem, que a torcida cantou, vibrou etc.

Nenhum corinthiano pode ou está feliz com tal situação. Até o ano passado, nos interessava os jogos de sábado e domingo com São Paulo, Santos, Flamengo entre outros. Agora, será necessário ficar de olho na sexta-feira, é mole?

Avai e ABC jogam em Florianópolis. América de Natal enfrentando o Gama, em Natal. Fala sério: dá prá ser feliz tendo que acompanhar esses jogos? Claro que não.

Palmeiras, Botafogo, Atlético Mineiro e Grêmio já passaram por tal situação. Encheram estádios, fizeram festa, inventaram novas canções de apoio, mas, tenho certeza que nenhuma delas pretende cair novamente.

Os jogos da Série B são feios, com chutões, inúmeras faltas e passes errados, sem contar a cera que os times visitantes fazem para garantir qualquer pontinho. As partidas lembram muito o Desafio ao Galo, torneio disputado na década de 80, no campo de várzea do CMTC Clube.

Se o Corinthians vai subir? Claro que vai. Tem obrigação de fazê-lo. Serão 7 meses de gozação dos adversários, sofrimento, angústia e festa nas arquibancadas. O torcedor continuará fazendo sua parte, por isso ele carrega o nome de FIEL.

Sempre teremos orgulho de bater no peito e gritar: “Eu nunca vou te abandonar porque eu te amo”.

Mas feliz com o time na segunda divisão, não. Daí já é demais.

terça-feira, 6 de maio de 2008

O vexame de Ronaldo

Ronaldo Luiz Nazário de Lima, 31 anos, bi-campeão mundial de futebol, eleito três vezes o melhor jogador do mundo, com uma fortuna avaliada em US$ 250 milhões, errou e errou feio.

Abatido e visivelmente fora de forma, Ronaldo concedeu entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, no último domingo e admitiu a falha. “Estou com vergonha do que fiz, mesmo que não fossem travestis. Eu errei e sei que isso irá manchar minha vida pessoal para sempre”, admitiu o jogador.

É claro que a entrevista foi dirigida e que o jogador foi orientado em todas as suas respostas para não se comprometer ainda mais.

O travesti Andréia Albertine confirmou no programa A tarde é sua, da RedeTV, que o “programa” de fato aconteceu e que o craque sabia que ele, bem como seus amigos, não eram mulheres. O travesti afirmou também que saiu do quarto para comprar drogas a pedido de Ronaldo. Disse ainda que o jogador, já na delegacia, ofereceu a quantia de R$ 50 mil para que Andréia “calasse a boca” e não tornasse público o ocorrido.

Já o jogador disse que ao saber que não tinha levado para o quarto três mulheres e sim três homens, desistiu do programa. Que por se tratar de um atleta de alto nível jamais consumiu drogas e que na verdade, ele foi vítima de extorsão. Segundo ele, Andréia foi quem pediu R$ 50 mil em troca do silêncio.

Outro fato intrigante nesse caso foi a aparição de uma suposta vítima de Salvador, no Jornal Nacional, que diz ter caído no mesmo golpe, aplicado pelos mesmos travestis. O homem que não quis se identificar contou exatamente a mesma história relatada por Ronaldo. Isso é que é assessoria de imprensa.

Sites e jornais do país inteiro publicam matérias imparciais a respeito do caso. Em todas elas acusam o travesti Andréia de furto, de extorsão, de formação de quadrilha. O delegado do caso, Carlos Augusto Nogueira, diz que a versão de Ronaldo é mais confiável.

Alguém pode me dizer por quê? Só porque ele é o “Ronaldo”? Famoso? Milionário? Não pode errar? Não é humano como todos os outros?

Assim como a convulsão sofrida pelo jogador no dia da final da Copa de 98, jamais saberemos o que realmente aconteceu durante a madrugada naquele motel. Tanto a imprensa, quanto os delegados e promotores farão de tudo para denegrir a imagem do travesti e fazer com que a sociedade apóie o craque.

De todos os erros cometidos por Ronaldo até aqui, este sem dúvida foi o pior. O craque estava noivo, vem se recuperando de uma cirurgia, tem um contrato com o Milan, da Itália, que vence no mês de junho, possui contratos de publicidades que geram receitas anuais em torno de US$ 30 milhões e, além disso, é Embaixador da Unicef.

O craque que sempre foi sinônimo de superação dentro de campo, mas que sempre teve uma vida pessoal conturbada pelos seus relacionamentos tem pela frente um grande desafio.

Tentar sair por cima de uma situação vexatória e comprometedora. Reconstruir sua imagem de bom moço e, principalmente, convencer seu time, patrocinadores e Unicef de que ainda é um Fenômeno como jogador e um excelente garoto propaganda.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Diga não à propaganda de bebidas alcoólicas

Há alguns anos a propaganda de cigarros está proibida no Brasil e em muitos outros países. A razão é simples: o cigarro mata!

Ok. Mas e o álcool? Não mata? Não acaba com a vida daquele que abusa do seu efeito devastador e também com a sua família?

E por que então, a veiculação desse produto nos meios de comunicação não é proibida?

A indústria do tabaco sempre fez sua publicidade em cima do prazer, do bem-estar, com pessoas saudáveis e bonitas, o que instigava o seu consumo por parte dos jovens. Até que um dia proibiram suas propagandas.

O fumante passou a ser visto com maus olhos pela sociedade, foram criados ambientes próprios para essas pessoas em restaurantes, shoppings e até em locais de trabalho.

O cheiro do cigarro incomoda, irrita e é extremamente desagradável, com isso todos concordam. Mas seus efeitos atingem diretamente somente o fumante.

Já com o álcool, a conversa é completamente outra. Ao beber e passar dos limites, qualquer pessoa em qualquer lugar, não coloca em risco apenas a sua vida.

A partir do momento em que está alcoolizada, ela passa a ser um perigo para toda a sociedade. No trânsito, em casa, nas baladas, nos bares, enfim, ninguém está totalmente a salvo de uma pessoa embriagada.

Diariamente assistimos comerciais sobre bebidas alcoólicas com pessoas felizes, em festas, com mulheres bonitas, artistas famosos, que nos mostram o prazer que é beber. E no final, todas elas apresentam a frase: Beba com moderação.

Como beber com moderação? Se com apenas uma ou duas latinhas, segundo estudos, uma pessoa torna-se incapaz de dirigir? Nesse caso então, beber com moderação significa não beber.

Hoje vi pela primeira vez uma propaganda defendendo o uso da publicidade de bebidas alcoólicas, dizendo que a mídia não é culpada pelo acontece com quem não “sabe beber”. Todos sabem quais são os efeitos colaterais do álcool: violência, dependência, acidentes de trânsito etc.

O alcoólatra nunca morre sozinho, leva sempre consigo outras pessoas.

Assim como o cigarro, o álcool mata. Portanto, sua publicidade também deve ser proibida.

sábado, 19 de abril de 2008

O caso Isabella e a violência doméstica

Nas últimas semanas presenciamos um show em todos os veículos de comunicação sobre o caso da menina Isabella. As informações chegam em tempo real e a todo momento, um verdadeiro Big Brother.

Neste caso, especificamente, a imprensa cumpre o seu papel e transmite todas as informações possíveis sobre o ocorrido.

Mas, aqui, cabe a pergunta: E se Isabella não tivesse sido jogada do sexto andar do prédio e, conseqüentemente não tivesse morrido? O que aconteceria ao pai e à madrasta?

Com certeza, nada!!! Porque a violência doméstica, aquela praticada de pais contra filhos, dificilmente é notificada. Simplesmente não aparece em qualquer tipo de mídia.

A sociedade e a imprensa, em geral, acham normal que os pais tenham direito de bater para educar. Então esse tipo de violência é acobertado por todos.

Um vizinho que escuta os gritos de uma criança sendo espancada pelos pais não toma nenhum tipo de atitude, não denuncia, pois acha que não tem nada a ver com aquilo. Um mãe que vê seu filho ser abusado sexualmente pelo pai ou padrasto e nada faz para impedí-lo.

Diariamente, crianças apanham, são violentadas, castigadas e seus agressores ficam impunes. Tudo porque, ainda hoje, muitas pessoas acham que a família é sagrada e ninguém pode interferir no seu dia-a-dia e na sua maneira de viver.

Quantas vezes andamos pelas ruas e vemos um pai ou uma mãe baterem em seus filhos sem uma causa aparente? O que fazemos quando isso acontece diante dos nossos olhos? O que fazemos? Intervimos ou calamos, fingindo que não aquilo não é da nossa conta?

Somos ou não responsáveis pela onda crescente de violência?

Estamos nos acostumando a conviver de tal forma com a violência que já não damos tanta importância a ela. Somente de tempos em tempos, quando acontece uma tragédia como a da menina Isabella é que nos damos conta do nível de agressividade em que vivemos.

Balas perdidas, violência nas escolas, contrabando de drogas, corrupção em todas as esferas dos governos espalhados pelo país e, principalmente, a impunidade, tornaram-se banais no nosso cotidiano.

Somos passíveis diante de tais fatos. Incapazes de praticarmos denúncias contra a “família”. Esse núcleo fechado que age conforme seu humor. Que abusa do seu direito de serem pai e mãe fazendo com que seus filhos tornem-se vítimas de sua violência.

Muitas vezes justificadas com a expressão: “O filho é meu, eu faço o quiser com ele. Você não tem nada com isso”.

É preciso agir. Denunciar os maus tratos. Acabar com a história de que “um tapinha” para educar é necessário. É coisa nenhuma. Se não estão preparados para serem pais, não o sejam.

Assim não terão que descontar suas frustrações, suas brigas, suas bebedeiras, seus ciúmes e, principalmente, sua total incapacidade de educar, em cima de crianças inocentes e indefesas, que não pediram para virem ao mundo.

Quem ama não bate, educa!!!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Parabéns, Marcos Forte Filho!!!

Ontem era uma criança, um menininho gordinho, com um dos sorrisos mais lindos do mundo. Era meu companheiro de aventuras.

Tudo o que eu dizia era repetido por ele. Tudo o que eu fazia era copiado por ele. A coisa chegou a tal ponto que, tudo o que eu usava para praticar meu futebolzinho, ele tinha que ter.

As mesmas músicas, os mesmos desenhos, os mesmos ídolos. Caramba! Será que estou criando um clone? Até meu nome esse cara tem. Os anos passaram e um dia ele teve que ir para longe. Como toda despedida, aquele domingo foi um dos mais amargos de nossas vidas.

As chances de uma conversa de homem para “homem” ficaram um pouco mais complicadas. O telefone era a nossa ponte diária para troca de informações. Nas poucas oportunidades em que ficávamos juntos, aproveitávamos o máximo.

Eram sábados inteiros. Caminhar, cantar, conversar, fofocar, confidenciar segredos eram nossos passatempos preferidos. O período de férias era um caso à parte. Trinta dias juntos... ô coisa boa. Corinthians, Pacaembu, Morumbi, pastel na feira, shopping, compras, tudo de bom.

Sempre foi um grande incentivador esse carinha. Adorava me ver jogar. Aplaudia, resmungava, vibrava com meus gols e, dizia para todos que, eu sim, jogava muito. Apesar de que, segundo ele, eu estava ficando meio velhinho para a coisa.

No começo do ano passado ele voltou. Voltou maior, mais carinhoso, mais destemido, com mais vontade de viver. Com gostos meio estranhos: baseball, funk, black, cabelo moicano, eu hein? Mas com a cumplicidade de sempre.

A partir daí começamos uma nova história, com muito mais aventuras, aprendizados, cobranças. À medida que o tempo passa procuro mostrar o melhor caminho, o mais correto. Ele aprende fácil, aceita com muita tranqüilidade os meus conselhos.

Nos últimos dias temos nos visto pouco, mesmo morando na mesma casa. Quando saio para a batalha, ele ainda dorme e, quando chego, já está desmaiado em cima da cama. Mas ele tenta me esperar. Não são raros os dias em que por volta da meia-noite chego em casa e o vejo estirado no sofá, dormindo, apoiando a cabeça em uma das mãos.

Tudo para poder dizer: “Eu tentei ficar acordado, mas não consegui”, amanhã eu tento de novo. Dá boa noite e sobe cambaleando para o quarto.

Sabem de uma coisa? É complicado ser pai. É gostoso ser pai. Mas o melhor de tudo é ser seu pai, Marcos Forte Filho!!!

Obrigado por todas as emoções que você me proporciona todos os dias. Obrigado por confiar em mim e acreditar que eu sou o seu melhor exemplo, o seu herói. Passados 13 anos, ainda hoje, olho prá você e vejo aquele bebezinho gordo e cheio de dobrinhas.

Parabéns Filho!!! Que a nossa vida seja repleta de emoções e experiências maravilhosas!!!

Te Amo Muito,

Pai!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Paulistão 2008: é hora de decisão!

A última rodada do Paulistão, marcada para domingo, promete ser de arrepiar.

Todos os jogos começarão às 16:00 horas e, pelo menos quatro times ainda disputam as duas vagas restantes para as semifinais. São Paulo, Ponte Preta, Corinthians e Barueri.

O São Paulo encara o Juventus, no Morumbi. O Corinthians vai a Bauru enfrentar o Noroeste e o Barueri recebe, em casa, o Palmeiras, já classificado, juntamente com o Guaratinguetá.

Dos quatro que ainda brigam pelas duas vagas, o tricolor e a macaca são os que estão mais próximos desse objetivo. Com vitórias simples sobre seus adversários não dependerão de ninguém.

O Corinthians precisa vencer o seu jogo e, ainda torcer para que São Paulo ou Ponte, não vençam seus jogos. Situação muito complicada, já que o Santos acena com a possibilidade de escalar um time misto para a partida contra o time campineiro.

Tal situação foi criada pelo próprio time, que empatou, nada mais, nada menos que três jogos em casa. Contra Bragantino, Mirassol e Juventus, além de não ter vencido nenhum clássico.

Algumas declarações dadas pelo presidente do timão, André Sanches, estão causando polêmica. A insinuação de uma suposta mala preta para que o time santista se esforce para vencer seu jogo e, assim, ajudar o Corinthians, pegaram mal, muito mal.

Tivesse seu treinador sido um pouco mais ousado, provavelmente, o time hoje dependeria só de si para obter a classificação. Afinal de contas, o Corinthians, jogou praticamente todos os seus jogos com três zagueiros e três volantes, mesmo contra adversários considerados fracos. Em momento algum priorizou o jogo ofensivo.

Enquanto Palmeiras e Guaratinguetá jogarão apenas para saber quem terminará em primeiro lugar a fase de classificação, São Paulo e Ponte Preta lutarão por vitórias simples, o Timão precisará de mais um milagre para ficar entre os quatro semifinalistas.

Na última vez em que isso aconteceu, em 1988, o time dependia do Palmeiras, que jogava contra o São Paulo, no Morumbi. Na ocasião, Gérson Caçapa, fez o gol da vitória alviverde, por 1 a 0, que classificou o Corinthians para final daquele ano contra o Guarani.

Façam suas apostas.

domingo, 30 de março de 2008

Carta aberta aos Amigos!

Bem, esta foi uma semana complicadíssima para mim. Acordei na segunda-feira crente que tinha tudo pronto na cabeça e que bastaria apenas a execução dos planos para que tudo desse certo.

Até aí, tudo ok! Fui trabalhar, depois fui à faculdade para trancar minha matrícula e mudar completamente o andamento da minha vida. Assim o fiz. Afinal, estava tudo planejado, não é mesmo?

Tranquei a matrícula e voltei para casa com a certeza do dever cumprido. Só faltava conseguir dormir. Não consegui.

Coração e cabeça já arrependidos do que foi feito me infernizaram a noite toda. Para piorar ainda mais a situação, me aparece um tal de Montanha e me conta a reação da sala com relação à minha atitude. “Caramba, Marcão! Tá todo mundo puto com você. Ninguém acreditou que você fez isso. Todos sabem que você tomou a decisão errada.”

Veio terça... e tome Montanha na minha orelha. Contando tudo o que se passava na sala de aula. “Marcão, o pessoal ta super chateado. O Pepe, o Patrick, a Michelle, a Juliana (essa me mandou um e-mail espetacular na terça feira), o pessoal que era do !º B, meu, tá foda, todo mundo quer que você volte.”

Quarta, quinta e, finalmente sexta. Falando por telefone com a Luciene, maior responsável pela escolha do meu curso, afinal, foi ela quem disse que eu tenho "talento" para essa coisa de Jornalismo, escutei mais um montão. "Não acredito que você fez isso. Estou decepcionada com você." Foi a gota d´água.

E agora? Será que ainda daria tempo de “destrancar” a minha matrícula? Acho que deu.

Sexta feira,18:00 horas: chego à faculdade e solicito o “destrancamento” da minha matrícula. A atendente: “Vou fazer o possível, mas não posso garantir.” Gelei. “Como assim não pode garantir?”

18:30 horas: Pedido efetuado. Era hora de voltar ao lar, ou melhor, à sala de aula.
Comentário geral. “Você voltou?” Ué, não tinha parado?” “Marcão, fala que você voltou, cara?” Puta que legal, o chatão voltou.”

E olha, sou chato prá cacete. Ranzinza, velho (segundo o Patrick), o Senhor Mau-humor, como diz a Ariane, mas... acho que até os mais pentelhos têm a sua vez e os seu amigos.

Estou muito feliz por ter voltado. Agradeço imensamente o carinho que todos tiveram por mim e, principalmente, ao meu porta-voz, Montanha. Grande responsável por transmitir as mensagens de apoio, vindas de além mar.

Claro que ainda existem outras pessoas com as quais eu pude contar nessa conturbada semana. E aqui vai também o meu agradecimento: Jair, Aílton, Keyller, Marcinho, Nick, Rose, Tati, Larissa, João, Beto, minha mãe, Júnior (grande amigo meu), Dil (esse tem sido um pai prá mim) e a todos os meus colegas do 2BCSNJO.

Para encerrar, uma frase do Dil. Caseiro em Atibaia, sujeito matuto e de uma sensibilidade fora do comum:

"Todas as vezes que deixamos de realizar um sonho, deixamos para trás um pedaço do nosso futuro."

Sou brasileiro, futuro JORNALISTA e não desisto nunca!!!

Fui!!!

sábado, 29 de março de 2008

Wanderley Luxemburgo: competência acima de tudo

Arrogância, prepotência, português sofrível e uma tremenda competência para formar grandes times. Assim é Wanderley Luxemburgo, atual técnico do Palmeiras.

Luxa tem uma carreira vitóriosa, dentro e fora dos gramados. Treinou grandes times, foi campeão pela maioria deles e, por onde passa, deixa um rastro de trabalho bem feito.

No começo da temporada pegou um time ainda em formação, com grandes investimentos, bons jogadores, mas ainda desacreditado. Iniciou mal o Campeonato Paulista, com muitos altos e baixos e agora é o grande favorito para a conquista do título.

O time alviverde vem de uma sequência invicta de mais de dez jogos e lidera a competição ao lado do Guaratinguetá, com 34 pontos. Uma vitória, hoje, sobre o São Caetano, em casa, praticamente classifica a equipe para as semifinais.

Invicto em clássicos até agora, o Palmeiras, empatou com o Santos, venceu Portuguesa e Corinthians e liquidou o até então favorito São Paulo, por 4 a 1.

Após uma passagem ruim pelo time em 2002, com uma eliminação para o ASA de Arapiraca-AL, em pleno Parque Antártica e a queda para a série B do campeonato brasileiro – Luxemburgo abandonou o time no meio do torneio - o treinador voltou com força e prestígio inabalados.

Campeão Paulista por sete vezes: uma com Corinthians e Bragantino, duas com o Santos e três com o próprio Palmeiras, caso conquiste o título da atual temporada, se tornará o maior vencedor da competição.

Fora dos gramados, o treinador criou o Instituto Wanderley Luxemburgo, que conta com a colaboração de importantes nomes do cenário esportivo brasileiro, como Carlos Bruno, Antonio Melo, Joaquim Grava etc. Além de adquirir o Joinville Esporte Clube, equipe da primeira divisão de Santa Catarina.

Feliz, dentro e fora de campo, Luxemburgo, mais uma vez confirma sua grande capacidade como treinador e empresário. Quem agradece são os torcedores do Palmeiras, que podem ver o seu time campeão Paulista, título que não conquistam desde 1996.

domingo, 16 de março de 2008

Lulinha: craque ou invenção da mídia?

Em 2007, o Corinthians caiu para a série B do Brasileirão. Dos jogadores que participaram daquela tragédia restaram poucos.

Dentre eles, a dupla, Dentinho e Lulinha. Assim como a dupla que veio do Mogi Mirim em 1994, pelo andar da carruagem, a imprensa mais uma vez se enganou.

Naquela época, Válber e Rivaldo, vieram como a sensação do interior. O primeiro era o craque, o segundo, coadjuvante. Em pouco tempo, o erro foi descoberto.

Rivaldo estourou, foi eleito o melhor jogador do mundo. Tornou-se campeão mundial com a seleção em 2002 e, sempre jogou em grandes times. Já Válber, saiu rapidamente do Corinthians, andou por Palmeiras e Vasco, entre outros, sem jamais se firmar em time algum.

A história se repete com as revelações corinthianas. Lulinha foi alçado a categoria de craque pela imprensa e pelo seu empresário, Wágner Ribeiro. O jogador de apenas 17 anos recebeu uma sondagem do Barcelona, se é que isso é verdade, seu agente se aproveitou da situação e, para renovar o seu contrato com o Corinthians, pediu um aumento salarial e estipulou uma multa contratual no valor de US$ 50 milhões.

Dentinho, pelo contrário, foi comendo pelas beiradas. Um golzinho aqui, outro ali, e hoje, literalmente acabou com toda a badalação que existia em torno de seu companheiro.
Titular absoluto da equipe, Dentinho, caiu definitivamente nas graças da Fiel, enquanto Lulinha, anda sendo muito criticado por todos.

A jovem estrela vem se destacando negativamente. Diferentemente dos outros jogadores. Não consegue marcar, erra muitos passes, não consegue se movimentar bem em campo e, hoje, contra o Juventus, no Morumbi, saiu vaiado pela torcida.

Além de ter perdido um gol feito, pouco, ou nada produziu durante os 45 minutos em que esteve em campo.

Muitos poderão falar que é pura falta de experiência, mas, se voltarmos no tempo, veremos outros garotos que começaram como ele e explodiram. Ronaldo, Zé Elias, Silvinho, Viola, Kléber, Jô, entre outros. Portanto, idade não é desculpa.

Das arquibancadas, só resta torcer pelo garoto. Esperar que ele nos convença que realmente é um craque de US$ 50 milhões.

Assumindo a responsabilidade

A hora chegou. Na verdade, a minha hora chegou. Logo abaixo, a minha trajetória como filho.

A família era grande. Minha mãe teve 7 filhos e adotou um, com apenas um ano de idade. Éramos então, 4 homens e 4 mulheres. Cida, Vera, César, Bete, Zé (toda família grande tem um), Silvia e Carlinhos.

Quando pequeno acompanhei algumas das dificuldades pelas quais os meus irmãos passaram. Não foram poucas. Mas graças a Deus, todos cresceram de forma honesta e sadia.

Com o decorrer dos anos, um a um, todos saíram. Casados ou não. Muitos, apenas amigaram-se com seus pares. A debandada era inevitável. Até comigo aconteceu isso, tinha apenas 20 anos.

Voltei para casa com 28 anos e, logo vi que a situação havia mudado. Em 2001 éramos 4. Daí saiu um, outro, meu filho de 12 anos veio morar comigo, até que, no último fim de semana, saiu o último.

Agora, a responsabilidade por cuidar da minha mãe e do meu filho caçula recai sobre mim. Caçula, pois tenho uma filha de 15 anos. Não sei se estou preparado. Não vai ser nada fácil.
O orçamento é apertado, a faculdade consome grande quantia dos meus vencimentos. Até a minha presença em casa será complicada.

Trabalho fora da cidade, mais precisamente em Atibaia. À noite tenho faculdade. Nos últimos dias não tenho nem visto meu filho. Quando chego em casa, por volta da meia noite, ele já está dormindo.

Mas, a partir de agora, como diria meu antigo gerente do Bradesco: “Não tem choro, nem vela... e nem fita amarela”. Nunca entendi muito bem a piada, talvez agora, entenda. É a vida. Não adianta correr dela.

Faculdade, filhos, dinheiro, compras, contas, amigos, futebol, Corinthians, ônibus, metrô, trânsito, sono, cansaço... o ano de 2008 começa agora.

O dever me chama e eu não posso fugir dele. Sai o caçula, entra o homem.

sábado, 15 de março de 2008

O jardineiro e a flor

Numa casa, no interior de São Paulo, havia um jardim enorme. Cheio de flores. Todas, aparentemente, muito bem cuidadas. Exceto uma.

Enquanto todas as outras se divertiam, contavam histórias, essa pequena flor assistia a tudo sem entender muito o porquê de tanta alegria.

Até que um dia apareceu em frente ao portão da casa, um jardineiro procurando emprego. A dona então, o contratou para cuidar de seu quintal.

Ele dava atenção a todas as flores – rosas, margaridas, orquídeas – sem exceção. Mas, uma em especial, chamou sua atenção. A pequena flor, apesar de forte e saudável, não conseguia prosperar. Suas folhas nunca estavam completamente verdes.

O que fez ele então? Acolheu-a. Se dedicou como nunca a tal plantinha. Regou, adubou, podou seus galhos fracos e apodrecidos.

Com o tempo ela ficou robusta. Já sorria. Sua alegria era contagiante e, todas à sua volta acabaram enciumadas. Não entendiam os cuidados especiais que recebia.

A mudança foi tamanha. Suas folhas verdes resplandeciam e faziam brilhar ainda mais aquele imenso jardim. Após o renascimento, ela começou a perceber que as demais não eram assim tão perfeitas quanto imaginava.

Os sorrisos, as piadas, as histórias contadas, não eram assim tão verdadeiras. Havia uma falsa impressão de felicidade entre elas.

Ddias, os meses e anos se passaram. Enquanto as outras plantas se esbaldavam em uma rede de falsidade, a plantinha se tornava cada mais independente. Sua vida dependia só de si. E é claro, do jardineiro.

Num belo dia, ao amanhecer, o bom jardineiro não apareceu. O que, para todas, não fez a menor diferença. Mas à “renovada planta”, sim.

No dia seguinte, nada de ele aparecer. E assim foi. Ele simplesmente sumiu.

É claro que todas as plantas questionaram a plantinha: “E agora? O que você vai fazer da vida sem o seu fiel escudeiro?” “Não era você quem dizia que era feliz? E que ele cuidaria sempre de você?”

Ela estava sozinha. Solitária. Sem saber para onde correr. E uma dúvida não saía de sua cabeça. Uma pergunta sem resposta.

Para que me curaste quando estava ferido? Se hoje, me deixa de novo, com o coração partido?

sexta-feira, 14 de março de 2008

Um ótimo papo: Luis Fernando Veríssimo

Sempre um papo. Assim é chamado o evento que ocorre toda semana no Sesc Vila Mariana. E ontem, a presença de Luis Fernando Veríssimo, abrilhantou ainda mais o bate-papo.

Com uma voz calma e uma inteligência rara, o cronista e escritor, deu uma aula de simpatia. Citou alguns de seus personagens mais famosos e nos brindou com muitas histórias e muito senso de humor.

A começar pelo Analista de Bagé, uma de suas mais famosas criações. Segundo Veríssimo: “quem nasce em Bagé é muito macho, até viado, em Bagé, tem que ser macho”.

Quando questionado sobre o porquê de matar algumas de suas crias, como a Velhinha de Taubaté, ele foi direto. “Matei, porque o personagem foi criado ainda na ditadura militar, e ela sempre acreditou no Governo. Mas, ao ver o que aconteceu no governo Lula, principalmente, o que fez o Ministro Palocci, ela não resistiu. Tive que matá-la”.

Gaúcho, Veríssimo foi muito cedo para os Estados Unidos e lá aprendeu a gostar da cultura local. Foi intimado pelos pais a ir para a escola sem saber uma palavra em inglês. “Aquilo foi violência pura”, brinca. “Sou um gaúcho diferente. Como cresci fora do país, nunca experimentei chimarrão”.

Durante a conversa, falou muito sobre a importância dos livros em sua vida. Autodidata, jamais gostou de estudar. “Eu era um péssimo aluno”, comentou.

A respeito de suas criações: livros, crônicas, cartoons etc, disse que, muitas vezes, começou a história de uma forma e teve que alterá-la completamente no decorrer do caminho. Para ele é incomum ter um roteiro ou uma história pronta para por no papel.

Torcedor fanático do Internacional de Porto Alegre garante que, o gol mais importante da história do clube, não foi o de Adriano, na final do Mundial Interclubes, contra o Barcelona. E sim, o gol de Figueroa, em 1975, na final do Brasileirão daquele ano.

Emendou, ainda, algumas histórias bem humoradas: “Quando fui para o Rio, fui para conquistar minha independência financeira. Crescer na carreira. Não fiz uma coisa e nem outra. No fim das contas acabei casando. Até porque, quando estamos completamente perdidos, a primeira coisa que fazemos, é casar”.

Casado, pai de três filhos, Veríssimo é uma daquelas figuras carimbadas. Carismático, de bem com a vida e muito tímido.

Valeu a pena sair de casa com garoa e tudo. O Sempre um papo, ontem, foi um ótimo papo.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Wanderley Luxemburgo X Wanderley Nogueira

Ontem, assistindo ao Mesa Redonda – Futebol Debate, na Rede Gazeta de Televisão, pude perceber a força de um veículo de comunicação.

O programa corria normalmente, até que, Wanderley Nogueira, acusou Luxemburgo de usar o programa para se defender no julgamento a que será submetido hoje, no Tribunal de Justiça Desportiva, pela expulsão no jogo entre Palmeira e Rio Preto, pelo Campeonato Paulista.

Nogueira disse: “Você está usando o programa e tentando passar uma imagem de Santo, para tentar absolvição no julgamento de amanhã”. Pronto, foi a gota d´água para que o treinador do Palmeiras perdesse a compostura.

Luxemburgo deu o troco na mesma moeda e, sugeriu que o repórter estivesse contra ele. “Eu acho que é você quem está tentando complicar as coisas para mim no julgamento. Eu não sei qual é o seu interesse nisso, mas, você está batendo sempre na mesma tecla”.

O que se viu a partir daí foi uma discussão sem fim. Os outros convidados do programa, o goleiro Felipe, do Corinthians, e o atacante Éder Luis, do São Paulo acabaram como meros espectadores. Quando focalizados, demonstravam total irritação com o andamento da conversa.

Nem os outros jornalistas que fazem parte da bancada tiveram vez. Dalmo Pessoa, Chico Lang e Fernando Solera, além do âncora, Flávio Prado, nada puderam fazer para evitar o embate.

A confusão durou cerca de 40 minutos e o programa, que é tido como um dos melhores do gênero, acabou frustrando os telespectadores, tamanha morosidade. Até porque, Luxemburgo, não se contenda em simplesmente falar.

Como possui um vocabulário pobre, repete seguidas vezes as mesmas frases e palavras. Uma coisa extremamente chata. E o repórter, por sua vez, demonstrou uma falta de respeito enorme com os seus colegas de profissão e, mais ainda, com os convidados.

Um outro fato que me chamou a atenção foram os lances polêmicos da rodada e, mais uma vez, os eternos erros dos juízes. Ora, Valdívia arrebentou de novo. Diogo Rincón fez uma excelente partida. O Santos, finalmente voltou a vencer. E o veteraníssimo, Christian, atacante da Portuguesa, colocou o Imperador Adriano e o São Paulo no bolso, no clássico da rodada.

Só que o programa não mostrou nada disso. Deixou o barco correr com a prepotência de Luxemburgo e a teimosia de Wanderley Nogueira.

Alô Flávio Prado, da próxima vez, faça o Mesa Redonda pautado no futebol, única e exclusivamente. O telespectador agradece.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

5.000 vezes Corinthians

Ontem à tarde, no Morumbi, contra o Bragantino, em jogo válido pela 10ª rodada do Campeonato Paulista, o Corinthians completou 5.000 jogos desde a sua fundação, em 1910.

A história registra 2.610 vitórias, 1.222 empates e 1.153 derrotas. Restam ainda, 15 jogos, não computados e com resultados desconhecidos, da era amadora do clube.

Mas, deixando de lado o jogo de ontem, que terminou empatado em 1 a 1, vamos falar um pouco da história deste, que é um dos clubes mais populares do país.

Sob a luz do lampião, em 1º de setembro de 1910, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, um grupo de amigos fascinados com a visita ao Brasil de um time inglês, fundaram o Sport Club Corinthians Paulista.

O time nasceu com a missão de ser o “time do povo”, e conseguiu tal façanha. São mais de 15 milhões de torcedores espalhados pelo país. Segundo pesquisas, o Corinthians é o segundo clube no ranking de torcidas no futebol brasileiro.

Raça, determinação, luta, amor à camisa são os ingredientes que formam a mística em torno da camisa alvinegra.

Campeão de vários centenários, entre eles, da Proclamação da Independência, em 1922, do 4º Centenário da Cidade de São Paulo, 1954, da Abolição da Escravidão, em 1988, o Corinthians é marcado, ainda, por vários jogos inesquecíveis.

Quem não se lembra da derrota, em 1974, para o rival Palmeiras, o que prolongou ainda mais o jejum de títulos, que naquele ano, completaria 21 anos.

A invasão ao Maracanã, em 1976, pela semifinal do Campeonato Brasileiro daquele ano. A torcida corinthiana começou a chegar no dia anterior ao Rio de Janeiro, e o que se via nas praias cariocas naquela manhã foi uma verdadeira euforia em preto e branco.

O Corinthians simplesmente dividiu o Marcanã com a torcida do Fluminense. Classificou-se para a final, contra o Internacional, após empatar o jogo em 1 a 1 e vencer na disputa por pênaltis.

Mas, o maior de todos os combates foi, sem dúvida, aquele de 13 de outubro de 1977, na final do Campeonato Paulista, contra a Ponte Preta.

Mais de 120 mil corinthianos presentes no estádio do Morumbi puderam assistir a consagração do atacante Basílio, o eterno Pé de Anjo. Basílio foi o autor do gol mais importante da história do Corinthians.

A vitória, nessa noite, por 1 a 0, pôs fim ao mais longo jejum da história do clube, 23 anos sem nenhuma conquista. Dizem os mais antigos que, cidade jamais havia visto uma festa tão grande e que, dificilmente, verá outra igual. Tamanha a euforia pelo título.

Em 2000, o Corinthians, se tornou o primeiro Campeão Mundial de Clubes, pela Fifa. O torneio realizado no Brasil contou com a participação de 8 clubes de todos os continentes, entre eles, os poderosos Real Madrid, da Espanha e Manchester United, da Inglaterra.

Na final, contra o Vasco, nova invasão corinthiana, e após o empate em 0 a 0, no tempo normal e na prorrogação, o Corinthians venceu o Vasco, nos pênaltis. Festa da Fiel em pleno Maracanã, pela segunda vez.

Além dos títulos inesquecíveis, o clube conta ainda com uma legião de craques que desfilaram seu talento, raça, vibração e determinação, ao longo de sua história. Gilmar dos Santos Neves; Neco; Luisinho, o Pequeno Polegar; Baltazar, o Cabecinha de Ouro; Rivelino, o Reizinho do Parque; Wladimir; Casagrande; Biro Biro; Basílio, o eterno Pé de Anjo; Marcelinho Carioca; Ronaldo; Neto, o Xodó da Fiel; Zenon; Doutor Sócrates e muitos outros.

A Fiel Torcida é um caso à parte nessa história. A dedicação, o amor e a identificação com o time são tão grandes, que a Diretoria estuda estampar na camisa, o nome Fiel, em homenagem aos seus fiéis torcedores.

Por fim, 5.000 vezes Corinthians, pode ser multiplicado por um, dois, dez milhões de vezes, quando o assunto é fidelidade e amor à camisa.

Vida longa ao Sport Club Corinthians Paulista.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Quarta cirurgia afasta Ronaldo por 9 meses

Mais uma vez, o joelho foi o grande vilão da carreira do atacante Ronaldo. Operado, ontem, na França, o jogador já começará hoje mesmo o trabalho de fisioterapia.

A carreira de Ronaldo foi meteórica. Surgiu no Cruzeiro em 1993 e, já no ano seguinte, brilhava com a camisa do PSV, da Holanda.

A primeira cirurgia foi feita em 1996, para calcificar a patela do joelho direito. Em novembro de 98, já pelo Internazionale de Milão, rompeu o tendão patelar do joelho esquerdo. Cirurgia que o afastou dos gramados por 5 meses.

Uma convulsão no dia da final da Copa de 98, na França, até hoje, mal explicada, marcou de forma negativa a carreira do jogador.

Mesmo sem condições de jogo, o técnico Zagalo, bancou o jogador, e o resultado final já sabemos. Completamente sem condições de jogo, Ronaldo, pouco participou da partida e o Brasil acabou sendo derrotado por 3 a 0.

Na sua volta, em abril de 2000, num jogo contra a Lazio, o atacante teve novo rompimento do tendão patelar, desta vez no joelho direito. O detalhe, é que ele havia entrado em campo apenas 6 minutos antes.

Durante a recuperação, uma contratura muscular, impediu sua volta. Ronaldo ficou praticamente parado por 2 anos. E só ressurgiu, poucos meses antes da Copa de 2002, disputada na Coréia e no Japão.

Foram meses de treinamento intensivo e muita fisioterapia para recuperar a forma física e a confiança. Na Copa, o Fenômeno ajudou o Brasil a conquistar o pentacampeonato e, de quebra, foi o artilheiro da competição com 8 gols.

Depois disso, ele foi para o Real Madrid, e de lá pra cá, não emplacou mais. Brigas com treinadores e com a torcida, fizeram o jogador voltar para a Itália, desta vez para o Milan.

Não falarei aqui, do fiasco da Copa de 2006, na Alemanha, aquilo não era uma seleção. E Ronaldo, não foi o único culpado.

Após um recomeço promissor na Itália, voltou a sofrer uma série de lesões musculares que o impediram de dar continuidade à sua carreira.

Na quarta feira, em Milão, contra o Livorno, num lance completamente banal, dentro da pequena área, apenas 3 minutos após sua entrada em campo - a queda e o choro, causaram a perplexidade de todos que ali estavam e de outros milhares de torcedores espalhados pelo mundo.

O joelho, de novo ele, fez o Fenômeno cair.

A pergunta que fica é: Será que Ronaldo, 31 anos, será capaz de renascer novamente para o futebol, tal qual uma Fênix?

Que ninguém duvide. Pois, Ronaldo, não é Fenômeno por acaso.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Guga: a despedida de um mito

Costa do Sauípe, 12 de fevereiro de 2008, marcou o começo da despedida do maior tenista brasileiro de todos os tempos, Gustavo Kuerten, o Guga, do circuito profissional de tênis.

Tri-campeão de Roland Garros, 1997, 2000 e 2001, Guga é um daqueles ídolos eternos.

Ainda garoto, desconhecido de todos, em 1997, na conquista do seu primeiro torneio e, já de cara um Grand Slan, Gustavo Kuerten assombrou o mundo.

Dono de uma potente esquerda foi derrubando um por um seus adversários e acabou conquistando pela primeira vez o Torneio de Roland Garros. E também o coração dos franceses.

O feito se repetiu por mais duas vezes, até que Guga, se tornou o número 1 do mundo. Durante o tempo em que esteve em quadra foi considerado o Rei do Saibro.

E foi assim por muitos anos. Nos acostumamos mal. Um brasileiro vencedor no tênis, não aparece todos os dias.

Mas, infelizmente, duas cirurgias nos quadris, tirou nosso "manezinho" das batalhas. Há anos sofrendo com as dores, ele começou a marcar ontem, sua despedida oficial.

Após a derrota, ele pegou o microfone e falou emocionado ao público presente: ""Eu aproveito pra agradecer a vocês, e não é que eu não queira jogar mais. Desculpa, mas não consigo mais."

Guga, ainda deverá jogar alguns torneios até o final do ano. Mas, independentemente dos resultados, ele já pode se considerar um vencedor.

Parabéns Guga!!! E obrigado por tudo!!!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Começou o ano!

Passamos o carnaval, e com isso, definitivamente, o ano começou. No dia 11 de fevereiro entramos no ano letivo.

Com ele, o sono, o cansaço, os livros, novos professores, novas matérias. Mas, o que mais me deixa indignado, são as horas perdidas dentro de ônibus, metrô, lotação etc.

Trabalho em Atibaia, moro na Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo e estudo na Mooca, zona leste. São 4 lotações, 2 ônibus e 26 estações de metrô, por dia.

Na sexta feira, quando chegar em casa, após a faculdade, terei ficado, nada mais, nada menos, do que 30 horas dentro das conduções citadas.

Isso dá, exatamente, 1 dia e 6 horas, ou seja, dos 5 dias úteis da semana, um deles, eu perco na estrada. É muita coisa.

Sem contar as condições. Lotações, realmente lotadas. Metrô cheio o tempo todo. É um verdadeiro sufoco. Mas, acredito que, tudo isso será superado.

Assim como eu, devem existir milhares de pessoas, que passam por isso todos os dias. Não é fácil vencer na vida e, para isso, todo esforço é bem vindo e necessário.

Para não ficar ainda mais maluco com esta história, nem quero fazer os cálculos daqui até o final do ano. Ficaria apavorado com o resultado.

Mas, enfim, é isso. Não tem como escapar. Como diria um velho ditado: "sucesso, só vem antes do trabalho, no dicionário".

Bem, fico por aqui, antes que eu perca o ônibus para a faculdade.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Em clássico tumultuado e cheio de gols, São Paulo bate o Santos

Pouco mais de 17 mil torcedores viram o São Paulo bater o Santos, ontem à tarde no Morumbi, por 3 a 2. Com a vitória o Tricolor subiu para 16 pontos e se aproximou ainda mais dos líderes do Campeonato. Já o time santista continua próximo à zona do rebaixamento.

O time do Morumbi começou melhor e foi para cima desde o início do jogo. Criou várias chances, mas, foi o Santos quem abriu o placar, com Kléber Pereira. O atacante aproveitou um belo passe do volante Adriano e, cara-a-cara com Rogério Ceni, só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes.

Mesmo após o gol, o jogo não mudou, o São Paulo continuou pressionando e chegou ao empate logo em seguida, com Fábio Santos, aproveitando cruzamento de Jorge Wágner.

Pouco antes do final do primeiro tempo, o zagueiro Domingos, desviou um cruzamento contra sua própria meta, para sorte do Peixe, a bola explodiu no travessão.

Logo no começo da etapa final, Juninho, cobrando falta, virou o jogo. Os jogadores santistas reclamaram muito do lance.

Na hora da cobrança, Fábio Santos, empurrou os jogadores da barreira, fazendo com que ela se desfizesse. Facilitando, assim, a cobrança do zagueiro.

O Santos empatou com Rodrigo Souto, de cabeça. Após o empate, o time da Vila, teve duas chances claras de gol. As duas, com Kléber Pereira. Na primeira, ele saiu de frente com o goleiro são paulino e jogou para fora.

Na segunda, tentou enfeitar o lance e acabou desperdiçando novamente.

E, como quem não faz, toma. Em seguida, Carlos Alberto, desafeto de Leão, em jogada individual, chutou de fora da área. A bola desviou em Domingos e enganou o goleiro Fábio Costa. São Paulo, 3 a 2.

No final do jogo, Rodrigo Tabata, do Santos, por reclamação e Adriano, do São Paulo, por ter tentado dar uma cabeçada em Domingos, foram expulsos.

Outros resultados:

Mirassol 1 x 2 Portuguesa
Noroeste 1 x 1 Bragantino
Juventus 0 x 0 Barueri
São Caetano 0 x 2 Paulista
Ponte Preta 1 x 0 Rio Preto
Sertãozinho 2 x 0 Marília

Palmeiras bate o Bugre, com 3 gols de Alex Mineiro

Alívio. Assim podemos descrever a sensação dos jogadores do Palmeiras, após a vitória, por 3 a 1, contra o Gurani, sábado, em São José do Rio Preto.

O primeiro tempo terminou 0 a 0, mas, no segundo, o time de Luxemburgo, começou contudo. Logo aos três minutos, Alex Mineiro, com muito portunismo, abriu o placar.

Aos 8, Élder Granja, foi derrubado na área. Penalti que, Alex Mineiro, com paradinha e tudo, converteu. O Palestra continou em cima e, aos 33 minutos, Alex Mineiro, de novo ele, completou cruzamento de Leandro e fez o terceiro gol dele no jogo.

No finalzinho, o time de Campinas, descontou com um penalti cobrado por Paulo Santos.

Denílson, ex-São Paulo e Betis, acertou contrato por um ano com o alvi-verde. Mas, com uma cláusula, que o libera em caso de uma proposta vinda do exterior.

Após 4 empates, Timão volta a vencer

Com gols de André Santos e outro contra, o Corinthians bateu o Ituano, ontem, em Itu, por 2 a 1, e encorrou um ciclo de 4 empates consecutivos.

O time se comportou bem no setor defensivo, mas, continua pecando muito, no quesito ataque.

Apesar de terem feito uma boa partida, Lulinha, Dentinho e Herrera, estão longe de serem os atacantes dos sonhos dos corinthianos.

O jogo foi muito disputado. Logo aos 3 minutos, André Santos, bateu falta e contou com um desvio do zagueiro do Ituano, para fazer 1 a 0.

Após o gol, o Corinthians recuou e passou a jogar nos contra-ataques. Mas sempre pecando no último passe, o time não conseguiu converter as chances criadas.

No segundo tempo, Perdigão entrou no lugar de Fabinho, que saiu cansado, para tentar melhorar o toque de bola. O segundo gol saiu após uma confusão na área do time de Itu. Dentinho chutou, a bola bateu em Lulinha e voltou para o próprio Dentinho tocar novamente para o gol.

Na tentativa de tirar a bola, o zagueiro Fábio Fidélis, chutou a bola contra o seu companheiro de zaga, Boiadeiro e a bola acabou entrando.

Com 2 a 0 no marcador, o Corinthians, ainda perdeu várias chances de matar o jogo, mas não o fez. E, após cobrança de escanteio, Lino, dividiu a bola com André Santos e diminuiu para o Ituano.

O time do interior pressionou até o final, mas não conseguiu o empate. Com a vitória, o Corinthians, subiu para 6ª posição na tabela.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Campeonato Paulista - 8ª rodada

Começa hoje, com três jogos, a oitava rodada do Paulistão-2008. Rodada que promete ser decisiva para alguns times, entre eles, Corinthians, Palmeiras e Santos.

O Palmeiras, de Vanderlei Luxembrugo, joga contra o Guarani, em São Jose do Rio Preto. O Corinthians enfrentará o Ituano, em Itú e o Santos, fará o clássico da rodada, amanhã, no Morumbi, contra o São Paulo.

Para Luxemburgo, chegou a hora de o time reagir. "Tenho certeza de que o meu trabalho dará certo", afirmou, durante os treinamentos. Sem vencer há 4 jogos e com derrota nas últimas três rodadas, o treinador, já não é mais unanimidade dentro da Academia. O Palmeiras ocupa 14ª posição.

O Corinthians, de Mano Menezes, jogará contra um time que ainda não perdeu para os chamados grandes. O Ituano venceu Portuguesa e Palmeiras e empatou com o São Paulo. A precupação maior do time de Parque São Jorge é o ataque. "Estamos conseguindo destruir, mas não estamos criando", falou Mano, em entrevista coletiva.

A revelação do time, o meia Lulinha, que fará sua 27ª partida pela equipe profissional, está ansioso pelo primeiro gol. "Já sonhei várias vezes, mas queria que virasse realidade", disse o jogador, que aos 17 anos, sente a pressão que vem das arquibancadas.

O clássico da rodada ficará por conta de Santos e São Paulo. O tricolor do Morumbi, apesar de não figurar entre os quatro melhores até o momento, vive um clima tranquilo. E contará com as voltas de Hernanes e Richarlyson, que voltam depois de terem servido a seleção brasileira.

Para Muricy chegou a hora de o time apresentar um melhor futebol. "Tivemos um período de preparação e adaptação aos novos jogadores, mas já temos um mês de trabalho e está na hora de jogar melhor. Tem de melhorar o futebol", cobrou o técnico.

No Santos parece que o clima está longe de melhorar. Apesar da vitória, sobre o Marília, no meio da semana, o técnico santista, Émerson Leão, não consegue entrar em sintonia com a diretoria.

Às vespéras do clássico, durante entrevista coletiva, voltou a contestar os novos reforços sulamericanos. "Se não inscrevesse, seria um tiro no dono deles, que contratou, um tiro no presidente e um tiro no técnico. É muita morte", ironizou o treinador.

O peixe contratou 4 jogadores de pouca qualidade e que, na opinião de Leão, terão pouco a acrescentar ao time. São eles: o chileno Sebástian Pinto, o colombiano Jorge Molina, o equatoriano Quiñones e o argentino Mariano Trípodi.

Além disso, Leão nunca escondeu que não gosta de trabalhar de com jogadores estrangeiros.

Grandes à parte, a 8ª rodada será completada com mais 7 jogos:

Mirassol x Portuguesa
Noroeste x Bragantino
Juventus x Barueri
São Caetano x Paulista
Ponte Preta x Rio Preto
Sertãozinho x Marília
Rio Claro x Guaratinguetá

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Grandes sofrem com a falta de gols

Após 7 rodadas, nenhum do quatro grandes times do estado, figura entre os 4 primeiros colocados do Campeonato Paulista. O São Paulo está em 6º, o Corinthians, em 10º, Palmeiras e Santos dividem o 14º lugar.

Além de não apresentarem, até o momento, um grande futebol, os times grandes carecem da falta de um ataque competente. Os números mostram o baixo desempenho ofensivo dessas equipes.

Até a 7ª rodada, os quatro juntos, marcaram apenas 27 gols. Média de 1 gol por jogo. Sem contar que, os dois clássicos disputados até o momento, Santos e Palmeiras, Corinthians e São Paulo, terminaram em 0 a 0.

O Corinthians empatou três vezes em 0 a 0. O Palmeiras está há três jogos sem marcar. O Santos, também sofre com a falta de um goleador. E no São Paulo, que fez 8 gols até aqui, Adrianofez metade dos gols, ou seja, pelos lados do Morumbi, as coisas também vão mal.

Os treinadores culpam o pouco tempo que tiveram para a pré-temporada. Dizem que, os jogadores ainda estão fora de forma e, portanto, não conseguem render 100%. Corinthians e Palmeiras, times que mais contrataram até aqui, reclamam da falta de entrosamento.

Para se ter uma idéia da diferença entre os grandes e os chamados pequenos, o líder, Guaratinguetá e a vice-líder, Ponte Preta, marcaram juntos, 31 gols. Média superior a dois gols por jogo.

Em relação à Ponte Preta, o período de pré-temporada, foi o mesmo dos 4 grandes, afinal, o time campineiro, também jogou o Brasileirão da Série B, em 2007, até o final do mês de novembro.

Na minha opinião, o que falta aos grandes clubes, são grandes jogadores. O Corinthians aposta em Acosta, que apareceu para o futebol com 31 anos. O Santos, em Cléber Pereira, outro veterano. O Palmeiras, em Alex Mineiro, que até hoje, só se destacou em 2001, quando foi campeão brasileiro pelo Atlético do Paraná. E o São Paulo, tem Adriano, o ex-imperador, que busca reencontrar seu melhor futebol.

Se a escassez de gols permanecer nas próximas rodadas, a possibilidade de termos 2, 3, ou até mesmo, quatro clubes do interior, nas semi-finais do Paulistão, é muito grande.

Os grandes que se cuidem.

A volta de São Marcos

O jogo entre Palmeiras e Guaratinguetá, ontem, em São José do Rio Preto, marcou a volta do goleiro Marcos, ao gol alvi-verde, após 11 meses. Uma fratura no ante-braço durante um treinamento, o afastou dos gramados.

Apesar da derrota por 3 a 0, a volta do goleiro foi muito comemorada. Afinal, Marcos, é um daqueles jogadores que todo mundo gosta.

Ao final da partida, ele disse "mesmo que eu tivesse tomado mais gols, o importante é voltar a jogar e sentir o calor da torcida". Mesmo falhando no segundo gol, o goleiro, foi o muito aplaudido pela torcida.

Como corinthiano posso falar sobre a importância de um atleta como Marcos. Em 2005, fui ao Morumbi, com meu filho e alguns amigos, assistir a estréia de Mascherano pelo Corinthians.

O jogo terminou 3 a 1 para o Timão, mas meu filho, apesar de ver de perto, craques como Gamarra, Pedrinho, pelo Palmeiras. Tevez, Roger, Mascherano, Carlos Alberto e outros, pelo Corinthians, gostou mesmo foi de ver o goleiro palmeirense.

Estávamos atrás do gol, e quando Marcos abriu os braços e começou a fazer suas orações antes do jogo, os olhos do menino, então com 10 anos, brilharam.

Ele me cutucou e disse: "Pai, é o Marcos? Ele é grande hein!?", exclamou.

Marcos deveria ser um daqueles jogadores que todo corinthiano deveria ter bronca, afinal, nas Libertadores de 1999 e 2000, ele foi o grande responsável pela eliminação do Corinthians, diante do seu maior rival.

Mas não. São Marcos não tem como ser odiado. Pelo contrário, é um atleta admirado por torcedores de todos os times, de todas as idades. Além de um grande goleiro, me parece uma grande pessoa.

Acredito que a felicidade, neste caso, não é só do torcedor palmeirense. Todos, inclusive os corinthianos, agradecem a sua volta.

Força Marcão! Estamos com você.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Alexandre Pato: novo fenômeno?

Quando saiu do Brasil, ainda com 17 anos, para o Milan, uma pergunta ficou no ar: - Será, Alexandre Pato, um novo fenômeno do futebol mundial?

Pois bem, o garoto, que só poderia estrear quando completasse a maioridade, treinou por meses no clube milanista sem poder atuar.

No início do ano fez seu primeiro jogo oficial, diante do Napoli. Primeiro jogo, primeiro gol e uma bela exibição. Pato participou de 3 dos 5 gols do time, na goleada por 5 a 2.

Após 5 jogos pelo Campeonato Italiano, ele já marcou 4 gols, o último, diante da Fiorentina, em Firenze, aos 40 do segundo tempo, após jogada de Kaká. O jogo terminou 1 a 0 para o Milan.

A verdade é que Pato já havia caído nas graças da torcida rossonera mesmo antes de sua espetacular estréia. Ele já chegou na velha bota com status de ídolo.

Convocado para a seleção principal, ao lado de Káká, Robinho, Júlio César, e outros astros brasileiros, a jovem pérola do nosso futebol, teria tudo para brilhar.

Só que infelizmente, não será desta vez. Não contra a Irlanda, amanhã, em Dublin. No domingo, Pato, teve uma forte torção no tornozelo, minutos antes do final da partida e acabou sendo cortado por Dunga.

Mas, que ninguém duvide, está nascendo uma das maiores estrelas do futebol. Carisma, talento, ousadia e muito futebol, são ingredientes que não faltam ao garoto Alexandre Pato, que ganhou o apelido por ter nascido na cidade de Pato Branco, no Paraná.

Além disso, Pato, assim como, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Romário, parece ser mais um predestinado no mundo da bola.