domingo, 27 de janeiro de 2008

Feira livre: pastéis e encontros

As feiras livres estão por toda parte a semana inteira. Pergunto a vocês: - Existe pastel melhor do que os da feira? Ainda não encontrei.

Feira livre é um grande barato. Em todas elas, o discurso dos feirantes é o mesmo, desde outros tempos. Frases feitas que nunca saem de moda: mulher bonita não paga, mas também não leva, olha a laranja... docinha, docinha, venha experimentar freguesa, e por aí vai.

Por parte das freguesas, a reclamação é sempre a mesma: tudo está caro. Mas, lá vão elas, com as sacolas nas mãos, pechinchar.

As negociações são sempre muito engraçadas. O feirante diz que tudo aumentou, a senhora diz que o salário do marido não. É uma discussão sem fim.

Sacola cheia, ou quase, é hora do bendito pastel e do caldo de cana. Os tradicionais ainda são os de maior sucesso, mas, algumas novidades estão entrando no mercado. A feira próxima à minha residência aposta na audiência das novelas para lançar seus novos sabores.

Cabocla? Celebridade? Isso lá é nome de pastel? Não sei se a coisa pegou. Frequento regularmente a mesma barraca a anos e, sinceramente, ainda não ví nenhum consumidor pedindo qualquer um deles. Não sei se moda vai pegar. O Mauro, japonês dono dabarraca, garante que é sucesso.

Outro detalhe nas feiras livres, é a possibilidade de toparmos com algumas figurinhas carimbadas da nossa infância e adolescência. Aquele seu amiguinho que cresceu, casou, mudou de casa, pode estar nessa mesma feira, uma professora do primário, que hoje já uma senhorinha, entre outros.

E o que acontece? Vocês param, começam a conversar, e histórias do fundo do baú vêm à tona.
Particularmente, não sei o que mais me atrai numa feira. Se o pastel, se as negociações ou se os possíveis encontros com algumas pessoas que fizeram parte da minha vida.

Hoje foi um desses dias. Ricardo Coutinho de Souza, a última vez que o vi foi antes da minha formatura, em 1992. Quase 16 anos. Hoje, ele está casado, tem uma filhinha linda, engordou um pouco, ou foi bastante? Isso não importa.

Um bate-papo rápido, pouco mais de 10 minutos, foi o suficiente para relembrar grandes momentos.

A feira livre é isso, pastel, caldo de cana, pechinchas e um bom local para se tentar a sorte de matar a saudade de alguém.

Um comentário:

Camila disse...

Adoro pastel de feira...e concordo com vc...naum tem pastel melhor q o da feira livre...

Bjos