segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Uma bola, um sorriso

O que você faria ao se deparar com uma criança, em frente a uma loja, olhando uma série de bolas expostas na vitrine?

Pois bem, foi isso o que vi e, naquele momento, me senti um Papai Noel em pleno mês de janeiro. Estava a procura de uma bola para um menino que completava 3 anos naquele dia.

Quando cheguei na loja, um menino de 7 ou 8 anos, olhava com uma cara triste para aquele monte de bola e, quando me viu, fez o seguinte comentário: - Tio, as bola tão cara, né?

Aquilo me partiu o coração. Entrei na loja, comprei a bola para o aniversariante e quando saí, ví o menino sentado na calçada, completamente desolado.

Não pensei duas vezes. Chamei o garoto para dentro da loja e perguntei: - Serve qualquer uma? Estou sem dinheiro, mas se você quiser uma bem simples, eu compro.

Seus olhos brilharam e ele disse: - É só para ter o que chutar tio. Qualquer uma serve.
Comprei-lhe a bola. Mais do que depressa ele me agradeceu e saiu com a bola pelas ruas. Com um sorriso que me fez ganhar o dia.

Esqueceu até de dizer o seu nome, tamanha foi a empolgação. Mas isso não importa, tenho certeza que hoje ele deve ter feito muitos gols com ela.

Um comentário:

Luciene disse...

Tanta sensibilidade nessas palavras!!! Esse momento mostra exatamente como atitudes tão simples podem ser importantes para pessoas que nem conhecemos. Além disso, percebo aquele clichê "na hora certa, no local certo, a pessoa certa' - gesto certíssimo!