segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

5.000 vezes Corinthians

Ontem à tarde, no Morumbi, contra o Bragantino, em jogo válido pela 10ª rodada do Campeonato Paulista, o Corinthians completou 5.000 jogos desde a sua fundação, em 1910.

A história registra 2.610 vitórias, 1.222 empates e 1.153 derrotas. Restam ainda, 15 jogos, não computados e com resultados desconhecidos, da era amadora do clube.

Mas, deixando de lado o jogo de ontem, que terminou empatado em 1 a 1, vamos falar um pouco da história deste, que é um dos clubes mais populares do país.

Sob a luz do lampião, em 1º de setembro de 1910, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, um grupo de amigos fascinados com a visita ao Brasil de um time inglês, fundaram o Sport Club Corinthians Paulista.

O time nasceu com a missão de ser o “time do povo”, e conseguiu tal façanha. São mais de 15 milhões de torcedores espalhados pelo país. Segundo pesquisas, o Corinthians é o segundo clube no ranking de torcidas no futebol brasileiro.

Raça, determinação, luta, amor à camisa são os ingredientes que formam a mística em torno da camisa alvinegra.

Campeão de vários centenários, entre eles, da Proclamação da Independência, em 1922, do 4º Centenário da Cidade de São Paulo, 1954, da Abolição da Escravidão, em 1988, o Corinthians é marcado, ainda, por vários jogos inesquecíveis.

Quem não se lembra da derrota, em 1974, para o rival Palmeiras, o que prolongou ainda mais o jejum de títulos, que naquele ano, completaria 21 anos.

A invasão ao Maracanã, em 1976, pela semifinal do Campeonato Brasileiro daquele ano. A torcida corinthiana começou a chegar no dia anterior ao Rio de Janeiro, e o que se via nas praias cariocas naquela manhã foi uma verdadeira euforia em preto e branco.

O Corinthians simplesmente dividiu o Marcanã com a torcida do Fluminense. Classificou-se para a final, contra o Internacional, após empatar o jogo em 1 a 1 e vencer na disputa por pênaltis.

Mas, o maior de todos os combates foi, sem dúvida, aquele de 13 de outubro de 1977, na final do Campeonato Paulista, contra a Ponte Preta.

Mais de 120 mil corinthianos presentes no estádio do Morumbi puderam assistir a consagração do atacante Basílio, o eterno Pé de Anjo. Basílio foi o autor do gol mais importante da história do Corinthians.

A vitória, nessa noite, por 1 a 0, pôs fim ao mais longo jejum da história do clube, 23 anos sem nenhuma conquista. Dizem os mais antigos que, cidade jamais havia visto uma festa tão grande e que, dificilmente, verá outra igual. Tamanha a euforia pelo título.

Em 2000, o Corinthians, se tornou o primeiro Campeão Mundial de Clubes, pela Fifa. O torneio realizado no Brasil contou com a participação de 8 clubes de todos os continentes, entre eles, os poderosos Real Madrid, da Espanha e Manchester United, da Inglaterra.

Na final, contra o Vasco, nova invasão corinthiana, e após o empate em 0 a 0, no tempo normal e na prorrogação, o Corinthians venceu o Vasco, nos pênaltis. Festa da Fiel em pleno Maracanã, pela segunda vez.

Além dos títulos inesquecíveis, o clube conta ainda com uma legião de craques que desfilaram seu talento, raça, vibração e determinação, ao longo de sua história. Gilmar dos Santos Neves; Neco; Luisinho, o Pequeno Polegar; Baltazar, o Cabecinha de Ouro; Rivelino, o Reizinho do Parque; Wladimir; Casagrande; Biro Biro; Basílio, o eterno Pé de Anjo; Marcelinho Carioca; Ronaldo; Neto, o Xodó da Fiel; Zenon; Doutor Sócrates e muitos outros.

A Fiel Torcida é um caso à parte nessa história. A dedicação, o amor e a identificação com o time são tão grandes, que a Diretoria estuda estampar na camisa, o nome Fiel, em homenagem aos seus fiéis torcedores.

Por fim, 5.000 vezes Corinthians, pode ser multiplicado por um, dois, dez milhões de vezes, quando o assunto é fidelidade e amor à camisa.

Vida longa ao Sport Club Corinthians Paulista.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Quarta cirurgia afasta Ronaldo por 9 meses

Mais uma vez, o joelho foi o grande vilão da carreira do atacante Ronaldo. Operado, ontem, na França, o jogador já começará hoje mesmo o trabalho de fisioterapia.

A carreira de Ronaldo foi meteórica. Surgiu no Cruzeiro em 1993 e, já no ano seguinte, brilhava com a camisa do PSV, da Holanda.

A primeira cirurgia foi feita em 1996, para calcificar a patela do joelho direito. Em novembro de 98, já pelo Internazionale de Milão, rompeu o tendão patelar do joelho esquerdo. Cirurgia que o afastou dos gramados por 5 meses.

Uma convulsão no dia da final da Copa de 98, na França, até hoje, mal explicada, marcou de forma negativa a carreira do jogador.

Mesmo sem condições de jogo, o técnico Zagalo, bancou o jogador, e o resultado final já sabemos. Completamente sem condições de jogo, Ronaldo, pouco participou da partida e o Brasil acabou sendo derrotado por 3 a 0.

Na sua volta, em abril de 2000, num jogo contra a Lazio, o atacante teve novo rompimento do tendão patelar, desta vez no joelho direito. O detalhe, é que ele havia entrado em campo apenas 6 minutos antes.

Durante a recuperação, uma contratura muscular, impediu sua volta. Ronaldo ficou praticamente parado por 2 anos. E só ressurgiu, poucos meses antes da Copa de 2002, disputada na Coréia e no Japão.

Foram meses de treinamento intensivo e muita fisioterapia para recuperar a forma física e a confiança. Na Copa, o Fenômeno ajudou o Brasil a conquistar o pentacampeonato e, de quebra, foi o artilheiro da competição com 8 gols.

Depois disso, ele foi para o Real Madrid, e de lá pra cá, não emplacou mais. Brigas com treinadores e com a torcida, fizeram o jogador voltar para a Itália, desta vez para o Milan.

Não falarei aqui, do fiasco da Copa de 2006, na Alemanha, aquilo não era uma seleção. E Ronaldo, não foi o único culpado.

Após um recomeço promissor na Itália, voltou a sofrer uma série de lesões musculares que o impediram de dar continuidade à sua carreira.

Na quarta feira, em Milão, contra o Livorno, num lance completamente banal, dentro da pequena área, apenas 3 minutos após sua entrada em campo - a queda e o choro, causaram a perplexidade de todos que ali estavam e de outros milhares de torcedores espalhados pelo mundo.

O joelho, de novo ele, fez o Fenômeno cair.

A pergunta que fica é: Será que Ronaldo, 31 anos, será capaz de renascer novamente para o futebol, tal qual uma Fênix?

Que ninguém duvide. Pois, Ronaldo, não é Fenômeno por acaso.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Guga: a despedida de um mito

Costa do Sauípe, 12 de fevereiro de 2008, marcou o começo da despedida do maior tenista brasileiro de todos os tempos, Gustavo Kuerten, o Guga, do circuito profissional de tênis.

Tri-campeão de Roland Garros, 1997, 2000 e 2001, Guga é um daqueles ídolos eternos.

Ainda garoto, desconhecido de todos, em 1997, na conquista do seu primeiro torneio e, já de cara um Grand Slan, Gustavo Kuerten assombrou o mundo.

Dono de uma potente esquerda foi derrubando um por um seus adversários e acabou conquistando pela primeira vez o Torneio de Roland Garros. E também o coração dos franceses.

O feito se repetiu por mais duas vezes, até que Guga, se tornou o número 1 do mundo. Durante o tempo em que esteve em quadra foi considerado o Rei do Saibro.

E foi assim por muitos anos. Nos acostumamos mal. Um brasileiro vencedor no tênis, não aparece todos os dias.

Mas, infelizmente, duas cirurgias nos quadris, tirou nosso "manezinho" das batalhas. Há anos sofrendo com as dores, ele começou a marcar ontem, sua despedida oficial.

Após a derrota, ele pegou o microfone e falou emocionado ao público presente: ""Eu aproveito pra agradecer a vocês, e não é que eu não queira jogar mais. Desculpa, mas não consigo mais."

Guga, ainda deverá jogar alguns torneios até o final do ano. Mas, independentemente dos resultados, ele já pode se considerar um vencedor.

Parabéns Guga!!! E obrigado por tudo!!!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Começou o ano!

Passamos o carnaval, e com isso, definitivamente, o ano começou. No dia 11 de fevereiro entramos no ano letivo.

Com ele, o sono, o cansaço, os livros, novos professores, novas matérias. Mas, o que mais me deixa indignado, são as horas perdidas dentro de ônibus, metrô, lotação etc.

Trabalho em Atibaia, moro na Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo e estudo na Mooca, zona leste. São 4 lotações, 2 ônibus e 26 estações de metrô, por dia.

Na sexta feira, quando chegar em casa, após a faculdade, terei ficado, nada mais, nada menos, do que 30 horas dentro das conduções citadas.

Isso dá, exatamente, 1 dia e 6 horas, ou seja, dos 5 dias úteis da semana, um deles, eu perco na estrada. É muita coisa.

Sem contar as condições. Lotações, realmente lotadas. Metrô cheio o tempo todo. É um verdadeiro sufoco. Mas, acredito que, tudo isso será superado.

Assim como eu, devem existir milhares de pessoas, que passam por isso todos os dias. Não é fácil vencer na vida e, para isso, todo esforço é bem vindo e necessário.

Para não ficar ainda mais maluco com esta história, nem quero fazer os cálculos daqui até o final do ano. Ficaria apavorado com o resultado.

Mas, enfim, é isso. Não tem como escapar. Como diria um velho ditado: "sucesso, só vem antes do trabalho, no dicionário".

Bem, fico por aqui, antes que eu perca o ônibus para a faculdade.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Em clássico tumultuado e cheio de gols, São Paulo bate o Santos

Pouco mais de 17 mil torcedores viram o São Paulo bater o Santos, ontem à tarde no Morumbi, por 3 a 2. Com a vitória o Tricolor subiu para 16 pontos e se aproximou ainda mais dos líderes do Campeonato. Já o time santista continua próximo à zona do rebaixamento.

O time do Morumbi começou melhor e foi para cima desde o início do jogo. Criou várias chances, mas, foi o Santos quem abriu o placar, com Kléber Pereira. O atacante aproveitou um belo passe do volante Adriano e, cara-a-cara com Rogério Ceni, só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes.

Mesmo após o gol, o jogo não mudou, o São Paulo continuou pressionando e chegou ao empate logo em seguida, com Fábio Santos, aproveitando cruzamento de Jorge Wágner.

Pouco antes do final do primeiro tempo, o zagueiro Domingos, desviou um cruzamento contra sua própria meta, para sorte do Peixe, a bola explodiu no travessão.

Logo no começo da etapa final, Juninho, cobrando falta, virou o jogo. Os jogadores santistas reclamaram muito do lance.

Na hora da cobrança, Fábio Santos, empurrou os jogadores da barreira, fazendo com que ela se desfizesse. Facilitando, assim, a cobrança do zagueiro.

O Santos empatou com Rodrigo Souto, de cabeça. Após o empate, o time da Vila, teve duas chances claras de gol. As duas, com Kléber Pereira. Na primeira, ele saiu de frente com o goleiro são paulino e jogou para fora.

Na segunda, tentou enfeitar o lance e acabou desperdiçando novamente.

E, como quem não faz, toma. Em seguida, Carlos Alberto, desafeto de Leão, em jogada individual, chutou de fora da área. A bola desviou em Domingos e enganou o goleiro Fábio Costa. São Paulo, 3 a 2.

No final do jogo, Rodrigo Tabata, do Santos, por reclamação e Adriano, do São Paulo, por ter tentado dar uma cabeçada em Domingos, foram expulsos.

Outros resultados:

Mirassol 1 x 2 Portuguesa
Noroeste 1 x 1 Bragantino
Juventus 0 x 0 Barueri
São Caetano 0 x 2 Paulista
Ponte Preta 1 x 0 Rio Preto
Sertãozinho 2 x 0 Marília

Palmeiras bate o Bugre, com 3 gols de Alex Mineiro

Alívio. Assim podemos descrever a sensação dos jogadores do Palmeiras, após a vitória, por 3 a 1, contra o Gurani, sábado, em São José do Rio Preto.

O primeiro tempo terminou 0 a 0, mas, no segundo, o time de Luxemburgo, começou contudo. Logo aos três minutos, Alex Mineiro, com muito portunismo, abriu o placar.

Aos 8, Élder Granja, foi derrubado na área. Penalti que, Alex Mineiro, com paradinha e tudo, converteu. O Palestra continou em cima e, aos 33 minutos, Alex Mineiro, de novo ele, completou cruzamento de Leandro e fez o terceiro gol dele no jogo.

No finalzinho, o time de Campinas, descontou com um penalti cobrado por Paulo Santos.

Denílson, ex-São Paulo e Betis, acertou contrato por um ano com o alvi-verde. Mas, com uma cláusula, que o libera em caso de uma proposta vinda do exterior.

Após 4 empates, Timão volta a vencer

Com gols de André Santos e outro contra, o Corinthians bateu o Ituano, ontem, em Itu, por 2 a 1, e encorrou um ciclo de 4 empates consecutivos.

O time se comportou bem no setor defensivo, mas, continua pecando muito, no quesito ataque.

Apesar de terem feito uma boa partida, Lulinha, Dentinho e Herrera, estão longe de serem os atacantes dos sonhos dos corinthianos.

O jogo foi muito disputado. Logo aos 3 minutos, André Santos, bateu falta e contou com um desvio do zagueiro do Ituano, para fazer 1 a 0.

Após o gol, o Corinthians recuou e passou a jogar nos contra-ataques. Mas sempre pecando no último passe, o time não conseguiu converter as chances criadas.

No segundo tempo, Perdigão entrou no lugar de Fabinho, que saiu cansado, para tentar melhorar o toque de bola. O segundo gol saiu após uma confusão na área do time de Itu. Dentinho chutou, a bola bateu em Lulinha e voltou para o próprio Dentinho tocar novamente para o gol.

Na tentativa de tirar a bola, o zagueiro Fábio Fidélis, chutou a bola contra o seu companheiro de zaga, Boiadeiro e a bola acabou entrando.

Com 2 a 0 no marcador, o Corinthians, ainda perdeu várias chances de matar o jogo, mas não o fez. E, após cobrança de escanteio, Lino, dividiu a bola com André Santos e diminuiu para o Ituano.

O time do interior pressionou até o final, mas não conseguiu o empate. Com a vitória, o Corinthians, subiu para 6ª posição na tabela.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Campeonato Paulista - 8ª rodada

Começa hoje, com três jogos, a oitava rodada do Paulistão-2008. Rodada que promete ser decisiva para alguns times, entre eles, Corinthians, Palmeiras e Santos.

O Palmeiras, de Vanderlei Luxembrugo, joga contra o Guarani, em São Jose do Rio Preto. O Corinthians enfrentará o Ituano, em Itú e o Santos, fará o clássico da rodada, amanhã, no Morumbi, contra o São Paulo.

Para Luxemburgo, chegou a hora de o time reagir. "Tenho certeza de que o meu trabalho dará certo", afirmou, durante os treinamentos. Sem vencer há 4 jogos e com derrota nas últimas três rodadas, o treinador, já não é mais unanimidade dentro da Academia. O Palmeiras ocupa 14ª posição.

O Corinthians, de Mano Menezes, jogará contra um time que ainda não perdeu para os chamados grandes. O Ituano venceu Portuguesa e Palmeiras e empatou com o São Paulo. A precupação maior do time de Parque São Jorge é o ataque. "Estamos conseguindo destruir, mas não estamos criando", falou Mano, em entrevista coletiva.

A revelação do time, o meia Lulinha, que fará sua 27ª partida pela equipe profissional, está ansioso pelo primeiro gol. "Já sonhei várias vezes, mas queria que virasse realidade", disse o jogador, que aos 17 anos, sente a pressão que vem das arquibancadas.

O clássico da rodada ficará por conta de Santos e São Paulo. O tricolor do Morumbi, apesar de não figurar entre os quatro melhores até o momento, vive um clima tranquilo. E contará com as voltas de Hernanes e Richarlyson, que voltam depois de terem servido a seleção brasileira.

Para Muricy chegou a hora de o time apresentar um melhor futebol. "Tivemos um período de preparação e adaptação aos novos jogadores, mas já temos um mês de trabalho e está na hora de jogar melhor. Tem de melhorar o futebol", cobrou o técnico.

No Santos parece que o clima está longe de melhorar. Apesar da vitória, sobre o Marília, no meio da semana, o técnico santista, Émerson Leão, não consegue entrar em sintonia com a diretoria.

Às vespéras do clássico, durante entrevista coletiva, voltou a contestar os novos reforços sulamericanos. "Se não inscrevesse, seria um tiro no dono deles, que contratou, um tiro no presidente e um tiro no técnico. É muita morte", ironizou o treinador.

O peixe contratou 4 jogadores de pouca qualidade e que, na opinião de Leão, terão pouco a acrescentar ao time. São eles: o chileno Sebástian Pinto, o colombiano Jorge Molina, o equatoriano Quiñones e o argentino Mariano Trípodi.

Além disso, Leão nunca escondeu que não gosta de trabalhar de com jogadores estrangeiros.

Grandes à parte, a 8ª rodada será completada com mais 7 jogos:

Mirassol x Portuguesa
Noroeste x Bragantino
Juventus x Barueri
São Caetano x Paulista
Ponte Preta x Rio Preto
Sertãozinho x Marília
Rio Claro x Guaratinguetá

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Grandes sofrem com a falta de gols

Após 7 rodadas, nenhum do quatro grandes times do estado, figura entre os 4 primeiros colocados do Campeonato Paulista. O São Paulo está em 6º, o Corinthians, em 10º, Palmeiras e Santos dividem o 14º lugar.

Além de não apresentarem, até o momento, um grande futebol, os times grandes carecem da falta de um ataque competente. Os números mostram o baixo desempenho ofensivo dessas equipes.

Até a 7ª rodada, os quatro juntos, marcaram apenas 27 gols. Média de 1 gol por jogo. Sem contar que, os dois clássicos disputados até o momento, Santos e Palmeiras, Corinthians e São Paulo, terminaram em 0 a 0.

O Corinthians empatou três vezes em 0 a 0. O Palmeiras está há três jogos sem marcar. O Santos, também sofre com a falta de um goleador. E no São Paulo, que fez 8 gols até aqui, Adrianofez metade dos gols, ou seja, pelos lados do Morumbi, as coisas também vão mal.

Os treinadores culpam o pouco tempo que tiveram para a pré-temporada. Dizem que, os jogadores ainda estão fora de forma e, portanto, não conseguem render 100%. Corinthians e Palmeiras, times que mais contrataram até aqui, reclamam da falta de entrosamento.

Para se ter uma idéia da diferença entre os grandes e os chamados pequenos, o líder, Guaratinguetá e a vice-líder, Ponte Preta, marcaram juntos, 31 gols. Média superior a dois gols por jogo.

Em relação à Ponte Preta, o período de pré-temporada, foi o mesmo dos 4 grandes, afinal, o time campineiro, também jogou o Brasileirão da Série B, em 2007, até o final do mês de novembro.

Na minha opinião, o que falta aos grandes clubes, são grandes jogadores. O Corinthians aposta em Acosta, que apareceu para o futebol com 31 anos. O Santos, em Cléber Pereira, outro veterano. O Palmeiras, em Alex Mineiro, que até hoje, só se destacou em 2001, quando foi campeão brasileiro pelo Atlético do Paraná. E o São Paulo, tem Adriano, o ex-imperador, que busca reencontrar seu melhor futebol.

Se a escassez de gols permanecer nas próximas rodadas, a possibilidade de termos 2, 3, ou até mesmo, quatro clubes do interior, nas semi-finais do Paulistão, é muito grande.

Os grandes que se cuidem.

A volta de São Marcos

O jogo entre Palmeiras e Guaratinguetá, ontem, em São José do Rio Preto, marcou a volta do goleiro Marcos, ao gol alvi-verde, após 11 meses. Uma fratura no ante-braço durante um treinamento, o afastou dos gramados.

Apesar da derrota por 3 a 0, a volta do goleiro foi muito comemorada. Afinal, Marcos, é um daqueles jogadores que todo mundo gosta.

Ao final da partida, ele disse "mesmo que eu tivesse tomado mais gols, o importante é voltar a jogar e sentir o calor da torcida". Mesmo falhando no segundo gol, o goleiro, foi o muito aplaudido pela torcida.

Como corinthiano posso falar sobre a importância de um atleta como Marcos. Em 2005, fui ao Morumbi, com meu filho e alguns amigos, assistir a estréia de Mascherano pelo Corinthians.

O jogo terminou 3 a 1 para o Timão, mas meu filho, apesar de ver de perto, craques como Gamarra, Pedrinho, pelo Palmeiras. Tevez, Roger, Mascherano, Carlos Alberto e outros, pelo Corinthians, gostou mesmo foi de ver o goleiro palmeirense.

Estávamos atrás do gol, e quando Marcos abriu os braços e começou a fazer suas orações antes do jogo, os olhos do menino, então com 10 anos, brilharam.

Ele me cutucou e disse: "Pai, é o Marcos? Ele é grande hein!?", exclamou.

Marcos deveria ser um daqueles jogadores que todo corinthiano deveria ter bronca, afinal, nas Libertadores de 1999 e 2000, ele foi o grande responsável pela eliminação do Corinthians, diante do seu maior rival.

Mas não. São Marcos não tem como ser odiado. Pelo contrário, é um atleta admirado por torcedores de todos os times, de todas as idades. Além de um grande goleiro, me parece uma grande pessoa.

Acredito que a felicidade, neste caso, não é só do torcedor palmeirense. Todos, inclusive os corinthianos, agradecem a sua volta.

Força Marcão! Estamos com você.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Alexandre Pato: novo fenômeno?

Quando saiu do Brasil, ainda com 17 anos, para o Milan, uma pergunta ficou no ar: - Será, Alexandre Pato, um novo fenômeno do futebol mundial?

Pois bem, o garoto, que só poderia estrear quando completasse a maioridade, treinou por meses no clube milanista sem poder atuar.

No início do ano fez seu primeiro jogo oficial, diante do Napoli. Primeiro jogo, primeiro gol e uma bela exibição. Pato participou de 3 dos 5 gols do time, na goleada por 5 a 2.

Após 5 jogos pelo Campeonato Italiano, ele já marcou 4 gols, o último, diante da Fiorentina, em Firenze, aos 40 do segundo tempo, após jogada de Kaká. O jogo terminou 1 a 0 para o Milan.

A verdade é que Pato já havia caído nas graças da torcida rossonera mesmo antes de sua espetacular estréia. Ele já chegou na velha bota com status de ídolo.

Convocado para a seleção principal, ao lado de Káká, Robinho, Júlio César, e outros astros brasileiros, a jovem pérola do nosso futebol, teria tudo para brilhar.

Só que infelizmente, não será desta vez. Não contra a Irlanda, amanhã, em Dublin. No domingo, Pato, teve uma forte torção no tornozelo, minutos antes do final da partida e acabou sendo cortado por Dunga.

Mas, que ninguém duvide, está nascendo uma das maiores estrelas do futebol. Carisma, talento, ousadia e muito futebol, são ingredientes que não faltam ao garoto Alexandre Pato, que ganhou o apelido por ter nascido na cidade de Pato Branco, no Paraná.

Além disso, Pato, assim como, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Romário, parece ser mais um predestinado no mundo da bola.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Leão e seu ego

Parece que nos últimos tempos, o treinador do Santos, Emerson Leão, está com o ego acima do permitido para um técnico de futebol.

Após sair do Palmeiras e ir para o Corinthians, em 2006, Leão nos passa a impressão de que nos times que dirige, só ele pode ser a estrela da companhia.

No Corinthians, ele brigou Tevez, Carlos Alberto, Gustavo Nery, Mascherano e outros, dispensou uma série de bons jogadores, além dos citados acima, e contratou vários outros de qualidade duvidosa. Daniel, Gustavo, Marcos Tamandaré e algumas outras aberrações.

Deixou o Timão praticamente sem time.

Foi para o Atlético Mineiro, e lá, nada fez. O time mineiro quase caiu para a Série B novamente. E, como sempre, deixou o time sem dar outras explicações. Alegou, simplesmente, que não entrou em acordo salarial.

Agora, no Santos, o técnico com fama de durão, põe novamente suas garras de fora. O time que fora dirigido anteriormente por Wanderley Luxemburgo, terminou o ano de 2007, como bi-campeão Paulista e com vaga na Libertadores deste ano, hoje, está caindo pelas tabelas.

O time perdeu peças importantes, como Pedrinho, Marcus Aurélio e Maldonado, e ainda pode ficar sem o lateral esquerdo Kléber, que tem propostas do exterior.

Mas, além desses jogadores, Leão agora, está na cola do goleiro Fábio Costa. Após pequenos atritos entre ambos, o treinador já o tirou de uma partida, e ameaçou barrar de vez o arqueiro santista.

O interessante é que por onde passa, ele encontra uma casa arrumada, e faz questão de desarrumá-la. E sempre tem o mesmo discurso para os casos de derrota. A última, contra o Barueri, na Vila Belmiro, foi a mais hilária dos últimos tempos.

O técnico chegou a afirmar, ao vivo, na transmissão do SporTv, que o primeiro gol do visitante, de falta, só aconteceu porque o árbitro marcou a distância da barreira, além dos 9,15m, exigidos pela regra.

Hoje, em matéria publicada pela Folha, novamente o técnico, reclama da diretoria, que não contratou os reforços pedido por ele. Leão mostrou enorme descontentamento com os dois reforços sulamericanos contratos pelo Santos.


Segundo ele, "já que não trouxeram os nomes que eu pedi, vamos trabalhar com o que temos.

Mas, independente dos próximos resultados, Leão não pedirá demissão. Assim, como fez no Palmeiras e no Corinthians, ele sabe que, o pedido de demissão acarreta na perda da multa rescisória. Portanto, ele continuará dando desculpas, até ser demitido pelo clube.

Leão está ultrapassado, é prepotente, arrogante e ainda não se deu conta disso. O clima na Vila lembra muito o ambiente vivido em 2005, quando os jogadores, insatisfeitos com Nelsinho Baptista, fizeram corpo mole e levaram 7 a 1 do Corinthians.

Domingo tem o clássico contra o São Paulo. Será que a tragédia de 2005 poderá se repetir?

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Corinthians continua acéfalo

Mais uma vez, o Corinthians empatou em 0 a 0. Desta vez, contra o modesto Mirassol.

Tal qual o time de 2007, o atual Corinthians é um time acéfalo. Sem criatividade, sem inspiração.

Recheado de volantes de qualidade duvidosa, como Bruno Octávio, Perdigão, Alessandro, Carlão e outros, os jogos do Timão, chegam a dar sono.

Diante do São Paulo, no último final de semana, o time até que se portou bem, mas, já no jogo seguinte, contra o Sertãozinho, novamente mostrou suas deficiências no ataque. Aliás, hoje, não foi diferente.

Acosta e Finazzi estão visivelmente fora de forma. O time não consegue trocar 3 passes consecutivos e, nesse ritmo, não estará entre os quatro semi-finalistas do Paulistão.

O mais preocupante é a falta de opções para o meio campo no atual futebol. Quem contratar? Renato, ex- Flamengo? Será essa realmente a solução?

Não acredito nisso. O meia Roger, emprestado ao Grêmio, bem que poderia ter uma nova chance. No Corinthians de hoje, ele com certeza faria a diferença. Pior do que está, não dá prá ficar.

Mas, segundo a Diretoria, os nomes de peso devem chegar a partir de abril. Se isso não acontecer, o clube corre o risco de, além de ficar fora das finais do Paulistão, não chegar nem perto do acesso à Série A do Brasileirão.

Pelo jeito, a nova camisa roxa do Timão, não será para os torcedores fanáticos, mas, para deixar-nos ainda mais roxos de raiva.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Crianças da 2ª série do Ensino Fundamental não sabem ler

Reportagem publicada, hoje, pela Folha de SP, mostra que, as crianças do Ensino Fundamental da rede pública de ensino, não sabem ler.

É um dado preocupante. Até porque, a matéria, cita ainda, crianças da 4ª série com a mesma dificuldade.

Alguns professores jogam a culpa no Estado e dizem que, as salas de aulas, tem um número muito grande de alunos, o que dificulta o aprendizado.

Em partes, eles têm razão. Mas acho que, os pais também são responsáveis pela educação e aprendizado dos alunos.

Não podemos esperar que uma criança pegue um livro e saia lendo. É impossível. Só a escola e os professores, não convencerão os alunos a tomarem tal atitude.

Os pais têm sim a sua parcela de culpa. Incentivar a leitura é fundamental. E dentro de casa, essa responsabilidade tem que partir deles.

Um passeio pela biblioteca da escola, a uma livraria, a um sebo, pode fazer a diferença. Temos obrigação de mostrar para a criança, que existe vida além da televisão e dos video games.

Se não nos preocuparmos com isso hoje, não poderemos mais tarde, culpar somente o Governo pelo caos na educação. Para deixamos de ser o eterno país do futuro, a educação é um dos fatores primordiais.

Educar é obrigação de todos.