sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Grandes sofrem com a falta de gols

Após 7 rodadas, nenhum do quatro grandes times do estado, figura entre os 4 primeiros colocados do Campeonato Paulista. O São Paulo está em 6º, o Corinthians, em 10º, Palmeiras e Santos dividem o 14º lugar.

Além de não apresentarem, até o momento, um grande futebol, os times grandes carecem da falta de um ataque competente. Os números mostram o baixo desempenho ofensivo dessas equipes.

Até a 7ª rodada, os quatro juntos, marcaram apenas 27 gols. Média de 1 gol por jogo. Sem contar que, os dois clássicos disputados até o momento, Santos e Palmeiras, Corinthians e São Paulo, terminaram em 0 a 0.

O Corinthians empatou três vezes em 0 a 0. O Palmeiras está há três jogos sem marcar. O Santos, também sofre com a falta de um goleador. E no São Paulo, que fez 8 gols até aqui, Adrianofez metade dos gols, ou seja, pelos lados do Morumbi, as coisas também vão mal.

Os treinadores culpam o pouco tempo que tiveram para a pré-temporada. Dizem que, os jogadores ainda estão fora de forma e, portanto, não conseguem render 100%. Corinthians e Palmeiras, times que mais contrataram até aqui, reclamam da falta de entrosamento.

Para se ter uma idéia da diferença entre os grandes e os chamados pequenos, o líder, Guaratinguetá e a vice-líder, Ponte Preta, marcaram juntos, 31 gols. Média superior a dois gols por jogo.

Em relação à Ponte Preta, o período de pré-temporada, foi o mesmo dos 4 grandes, afinal, o time campineiro, também jogou o Brasileirão da Série B, em 2007, até o final do mês de novembro.

Na minha opinião, o que falta aos grandes clubes, são grandes jogadores. O Corinthians aposta em Acosta, que apareceu para o futebol com 31 anos. O Santos, em Cléber Pereira, outro veterano. O Palmeiras, em Alex Mineiro, que até hoje, só se destacou em 2001, quando foi campeão brasileiro pelo Atlético do Paraná. E o São Paulo, tem Adriano, o ex-imperador, que busca reencontrar seu melhor futebol.

Se a escassez de gols permanecer nas próximas rodadas, a possibilidade de termos 2, 3, ou até mesmo, quatro clubes do interior, nas semi-finais do Paulistão, é muito grande.

Os grandes que se cuidem.

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