terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Leão e seu ego

Parece que nos últimos tempos, o treinador do Santos, Emerson Leão, está com o ego acima do permitido para um técnico de futebol.

Após sair do Palmeiras e ir para o Corinthians, em 2006, Leão nos passa a impressão de que nos times que dirige, só ele pode ser a estrela da companhia.

No Corinthians, ele brigou Tevez, Carlos Alberto, Gustavo Nery, Mascherano e outros, dispensou uma série de bons jogadores, além dos citados acima, e contratou vários outros de qualidade duvidosa. Daniel, Gustavo, Marcos Tamandaré e algumas outras aberrações.

Deixou o Timão praticamente sem time.

Foi para o Atlético Mineiro, e lá, nada fez. O time mineiro quase caiu para a Série B novamente. E, como sempre, deixou o time sem dar outras explicações. Alegou, simplesmente, que não entrou em acordo salarial.

Agora, no Santos, o técnico com fama de durão, põe novamente suas garras de fora. O time que fora dirigido anteriormente por Wanderley Luxemburgo, terminou o ano de 2007, como bi-campeão Paulista e com vaga na Libertadores deste ano, hoje, está caindo pelas tabelas.

O time perdeu peças importantes, como Pedrinho, Marcus Aurélio e Maldonado, e ainda pode ficar sem o lateral esquerdo Kléber, que tem propostas do exterior.

Mas, além desses jogadores, Leão agora, está na cola do goleiro Fábio Costa. Após pequenos atritos entre ambos, o treinador já o tirou de uma partida, e ameaçou barrar de vez o arqueiro santista.

O interessante é que por onde passa, ele encontra uma casa arrumada, e faz questão de desarrumá-la. E sempre tem o mesmo discurso para os casos de derrota. A última, contra o Barueri, na Vila Belmiro, foi a mais hilária dos últimos tempos.

O técnico chegou a afirmar, ao vivo, na transmissão do SporTv, que o primeiro gol do visitante, de falta, só aconteceu porque o árbitro marcou a distância da barreira, além dos 9,15m, exigidos pela regra.

Hoje, em matéria publicada pela Folha, novamente o técnico, reclama da diretoria, que não contratou os reforços pedido por ele. Leão mostrou enorme descontentamento com os dois reforços sulamericanos contratos pelo Santos.


Segundo ele, "já que não trouxeram os nomes que eu pedi, vamos trabalhar com o que temos.

Mas, independente dos próximos resultados, Leão não pedirá demissão. Assim, como fez no Palmeiras e no Corinthians, ele sabe que, o pedido de demissão acarreta na perda da multa rescisória. Portanto, ele continuará dando desculpas, até ser demitido pelo clube.

Leão está ultrapassado, é prepotente, arrogante e ainda não se deu conta disso. O clima na Vila lembra muito o ambiente vivido em 2005, quando os jogadores, insatisfeitos com Nelsinho Baptista, fizeram corpo mole e levaram 7 a 1 do Corinthians.

Domingo tem o clássico contra o São Paulo. Será que a tragédia de 2005 poderá se repetir?

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