domingo, 30 de março de 2008

Carta aberta aos Amigos!

Bem, esta foi uma semana complicadíssima para mim. Acordei na segunda-feira crente que tinha tudo pronto na cabeça e que bastaria apenas a execução dos planos para que tudo desse certo.

Até aí, tudo ok! Fui trabalhar, depois fui à faculdade para trancar minha matrícula e mudar completamente o andamento da minha vida. Assim o fiz. Afinal, estava tudo planejado, não é mesmo?

Tranquei a matrícula e voltei para casa com a certeza do dever cumprido. Só faltava conseguir dormir. Não consegui.

Coração e cabeça já arrependidos do que foi feito me infernizaram a noite toda. Para piorar ainda mais a situação, me aparece um tal de Montanha e me conta a reação da sala com relação à minha atitude. “Caramba, Marcão! Tá todo mundo puto com você. Ninguém acreditou que você fez isso. Todos sabem que você tomou a decisão errada.”

Veio terça... e tome Montanha na minha orelha. Contando tudo o que se passava na sala de aula. “Marcão, o pessoal ta super chateado. O Pepe, o Patrick, a Michelle, a Juliana (essa me mandou um e-mail espetacular na terça feira), o pessoal que era do !º B, meu, tá foda, todo mundo quer que você volte.”

Quarta, quinta e, finalmente sexta. Falando por telefone com a Luciene, maior responsável pela escolha do meu curso, afinal, foi ela quem disse que eu tenho "talento" para essa coisa de Jornalismo, escutei mais um montão. "Não acredito que você fez isso. Estou decepcionada com você." Foi a gota d´água.

E agora? Será que ainda daria tempo de “destrancar” a minha matrícula? Acho que deu.

Sexta feira,18:00 horas: chego à faculdade e solicito o “destrancamento” da minha matrícula. A atendente: “Vou fazer o possível, mas não posso garantir.” Gelei. “Como assim não pode garantir?”

18:30 horas: Pedido efetuado. Era hora de voltar ao lar, ou melhor, à sala de aula.
Comentário geral. “Você voltou?” Ué, não tinha parado?” “Marcão, fala que você voltou, cara?” Puta que legal, o chatão voltou.”

E olha, sou chato prá cacete. Ranzinza, velho (segundo o Patrick), o Senhor Mau-humor, como diz a Ariane, mas... acho que até os mais pentelhos têm a sua vez e os seu amigos.

Estou muito feliz por ter voltado. Agradeço imensamente o carinho que todos tiveram por mim e, principalmente, ao meu porta-voz, Montanha. Grande responsável por transmitir as mensagens de apoio, vindas de além mar.

Claro que ainda existem outras pessoas com as quais eu pude contar nessa conturbada semana. E aqui vai também o meu agradecimento: Jair, Aílton, Keyller, Marcinho, Nick, Rose, Tati, Larissa, João, Beto, minha mãe, Júnior (grande amigo meu), Dil (esse tem sido um pai prá mim) e a todos os meus colegas do 2BCSNJO.

Para encerrar, uma frase do Dil. Caseiro em Atibaia, sujeito matuto e de uma sensibilidade fora do comum:

"Todas as vezes que deixamos de realizar um sonho, deixamos para trás um pedaço do nosso futuro."

Sou brasileiro, futuro JORNALISTA e não desisto nunca!!!

Fui!!!

sábado, 29 de março de 2008

Wanderley Luxemburgo: competência acima de tudo

Arrogância, prepotência, português sofrível e uma tremenda competência para formar grandes times. Assim é Wanderley Luxemburgo, atual técnico do Palmeiras.

Luxa tem uma carreira vitóriosa, dentro e fora dos gramados. Treinou grandes times, foi campeão pela maioria deles e, por onde passa, deixa um rastro de trabalho bem feito.

No começo da temporada pegou um time ainda em formação, com grandes investimentos, bons jogadores, mas ainda desacreditado. Iniciou mal o Campeonato Paulista, com muitos altos e baixos e agora é o grande favorito para a conquista do título.

O time alviverde vem de uma sequência invicta de mais de dez jogos e lidera a competição ao lado do Guaratinguetá, com 34 pontos. Uma vitória, hoje, sobre o São Caetano, em casa, praticamente classifica a equipe para as semifinais.

Invicto em clássicos até agora, o Palmeiras, empatou com o Santos, venceu Portuguesa e Corinthians e liquidou o até então favorito São Paulo, por 4 a 1.

Após uma passagem ruim pelo time em 2002, com uma eliminação para o ASA de Arapiraca-AL, em pleno Parque Antártica e a queda para a série B do campeonato brasileiro – Luxemburgo abandonou o time no meio do torneio - o treinador voltou com força e prestígio inabalados.

Campeão Paulista por sete vezes: uma com Corinthians e Bragantino, duas com o Santos e três com o próprio Palmeiras, caso conquiste o título da atual temporada, se tornará o maior vencedor da competição.

Fora dos gramados, o treinador criou o Instituto Wanderley Luxemburgo, que conta com a colaboração de importantes nomes do cenário esportivo brasileiro, como Carlos Bruno, Antonio Melo, Joaquim Grava etc. Além de adquirir o Joinville Esporte Clube, equipe da primeira divisão de Santa Catarina.

Feliz, dentro e fora de campo, Luxemburgo, mais uma vez confirma sua grande capacidade como treinador e empresário. Quem agradece são os torcedores do Palmeiras, que podem ver o seu time campeão Paulista, título que não conquistam desde 1996.

domingo, 16 de março de 2008

Lulinha: craque ou invenção da mídia?

Em 2007, o Corinthians caiu para a série B do Brasileirão. Dos jogadores que participaram daquela tragédia restaram poucos.

Dentre eles, a dupla, Dentinho e Lulinha. Assim como a dupla que veio do Mogi Mirim em 1994, pelo andar da carruagem, a imprensa mais uma vez se enganou.

Naquela época, Válber e Rivaldo, vieram como a sensação do interior. O primeiro era o craque, o segundo, coadjuvante. Em pouco tempo, o erro foi descoberto.

Rivaldo estourou, foi eleito o melhor jogador do mundo. Tornou-se campeão mundial com a seleção em 2002 e, sempre jogou em grandes times. Já Válber, saiu rapidamente do Corinthians, andou por Palmeiras e Vasco, entre outros, sem jamais se firmar em time algum.

A história se repete com as revelações corinthianas. Lulinha foi alçado a categoria de craque pela imprensa e pelo seu empresário, Wágner Ribeiro. O jogador de apenas 17 anos recebeu uma sondagem do Barcelona, se é que isso é verdade, seu agente se aproveitou da situação e, para renovar o seu contrato com o Corinthians, pediu um aumento salarial e estipulou uma multa contratual no valor de US$ 50 milhões.

Dentinho, pelo contrário, foi comendo pelas beiradas. Um golzinho aqui, outro ali, e hoje, literalmente acabou com toda a badalação que existia em torno de seu companheiro.
Titular absoluto da equipe, Dentinho, caiu definitivamente nas graças da Fiel, enquanto Lulinha, anda sendo muito criticado por todos.

A jovem estrela vem se destacando negativamente. Diferentemente dos outros jogadores. Não consegue marcar, erra muitos passes, não consegue se movimentar bem em campo e, hoje, contra o Juventus, no Morumbi, saiu vaiado pela torcida.

Além de ter perdido um gol feito, pouco, ou nada produziu durante os 45 minutos em que esteve em campo.

Muitos poderão falar que é pura falta de experiência, mas, se voltarmos no tempo, veremos outros garotos que começaram como ele e explodiram. Ronaldo, Zé Elias, Silvinho, Viola, Kléber, Jô, entre outros. Portanto, idade não é desculpa.

Das arquibancadas, só resta torcer pelo garoto. Esperar que ele nos convença que realmente é um craque de US$ 50 milhões.

Assumindo a responsabilidade

A hora chegou. Na verdade, a minha hora chegou. Logo abaixo, a minha trajetória como filho.

A família era grande. Minha mãe teve 7 filhos e adotou um, com apenas um ano de idade. Éramos então, 4 homens e 4 mulheres. Cida, Vera, César, Bete, Zé (toda família grande tem um), Silvia e Carlinhos.

Quando pequeno acompanhei algumas das dificuldades pelas quais os meus irmãos passaram. Não foram poucas. Mas graças a Deus, todos cresceram de forma honesta e sadia.

Com o decorrer dos anos, um a um, todos saíram. Casados ou não. Muitos, apenas amigaram-se com seus pares. A debandada era inevitável. Até comigo aconteceu isso, tinha apenas 20 anos.

Voltei para casa com 28 anos e, logo vi que a situação havia mudado. Em 2001 éramos 4. Daí saiu um, outro, meu filho de 12 anos veio morar comigo, até que, no último fim de semana, saiu o último.

Agora, a responsabilidade por cuidar da minha mãe e do meu filho caçula recai sobre mim. Caçula, pois tenho uma filha de 15 anos. Não sei se estou preparado. Não vai ser nada fácil.
O orçamento é apertado, a faculdade consome grande quantia dos meus vencimentos. Até a minha presença em casa será complicada.

Trabalho fora da cidade, mais precisamente em Atibaia. À noite tenho faculdade. Nos últimos dias não tenho nem visto meu filho. Quando chego em casa, por volta da meia noite, ele já está dormindo.

Mas, a partir de agora, como diria meu antigo gerente do Bradesco: “Não tem choro, nem vela... e nem fita amarela”. Nunca entendi muito bem a piada, talvez agora, entenda. É a vida. Não adianta correr dela.

Faculdade, filhos, dinheiro, compras, contas, amigos, futebol, Corinthians, ônibus, metrô, trânsito, sono, cansaço... o ano de 2008 começa agora.

O dever me chama e eu não posso fugir dele. Sai o caçula, entra o homem.

sábado, 15 de março de 2008

O jardineiro e a flor

Numa casa, no interior de São Paulo, havia um jardim enorme. Cheio de flores. Todas, aparentemente, muito bem cuidadas. Exceto uma.

Enquanto todas as outras se divertiam, contavam histórias, essa pequena flor assistia a tudo sem entender muito o porquê de tanta alegria.

Até que um dia apareceu em frente ao portão da casa, um jardineiro procurando emprego. A dona então, o contratou para cuidar de seu quintal.

Ele dava atenção a todas as flores – rosas, margaridas, orquídeas – sem exceção. Mas, uma em especial, chamou sua atenção. A pequena flor, apesar de forte e saudável, não conseguia prosperar. Suas folhas nunca estavam completamente verdes.

O que fez ele então? Acolheu-a. Se dedicou como nunca a tal plantinha. Regou, adubou, podou seus galhos fracos e apodrecidos.

Com o tempo ela ficou robusta. Já sorria. Sua alegria era contagiante e, todas à sua volta acabaram enciumadas. Não entendiam os cuidados especiais que recebia.

A mudança foi tamanha. Suas folhas verdes resplandeciam e faziam brilhar ainda mais aquele imenso jardim. Após o renascimento, ela começou a perceber que as demais não eram assim tão perfeitas quanto imaginava.

Os sorrisos, as piadas, as histórias contadas, não eram assim tão verdadeiras. Havia uma falsa impressão de felicidade entre elas.

Ddias, os meses e anos se passaram. Enquanto as outras plantas se esbaldavam em uma rede de falsidade, a plantinha se tornava cada mais independente. Sua vida dependia só de si. E é claro, do jardineiro.

Num belo dia, ao amanhecer, o bom jardineiro não apareceu. O que, para todas, não fez a menor diferença. Mas à “renovada planta”, sim.

No dia seguinte, nada de ele aparecer. E assim foi. Ele simplesmente sumiu.

É claro que todas as plantas questionaram a plantinha: “E agora? O que você vai fazer da vida sem o seu fiel escudeiro?” “Não era você quem dizia que era feliz? E que ele cuidaria sempre de você?”

Ela estava sozinha. Solitária. Sem saber para onde correr. E uma dúvida não saía de sua cabeça. Uma pergunta sem resposta.

Para que me curaste quando estava ferido? Se hoje, me deixa de novo, com o coração partido?

sexta-feira, 14 de março de 2008

Um ótimo papo: Luis Fernando Veríssimo

Sempre um papo. Assim é chamado o evento que ocorre toda semana no Sesc Vila Mariana. E ontem, a presença de Luis Fernando Veríssimo, abrilhantou ainda mais o bate-papo.

Com uma voz calma e uma inteligência rara, o cronista e escritor, deu uma aula de simpatia. Citou alguns de seus personagens mais famosos e nos brindou com muitas histórias e muito senso de humor.

A começar pelo Analista de Bagé, uma de suas mais famosas criações. Segundo Veríssimo: “quem nasce em Bagé é muito macho, até viado, em Bagé, tem que ser macho”.

Quando questionado sobre o porquê de matar algumas de suas crias, como a Velhinha de Taubaté, ele foi direto. “Matei, porque o personagem foi criado ainda na ditadura militar, e ela sempre acreditou no Governo. Mas, ao ver o que aconteceu no governo Lula, principalmente, o que fez o Ministro Palocci, ela não resistiu. Tive que matá-la”.

Gaúcho, Veríssimo foi muito cedo para os Estados Unidos e lá aprendeu a gostar da cultura local. Foi intimado pelos pais a ir para a escola sem saber uma palavra em inglês. “Aquilo foi violência pura”, brinca. “Sou um gaúcho diferente. Como cresci fora do país, nunca experimentei chimarrão”.

Durante a conversa, falou muito sobre a importância dos livros em sua vida. Autodidata, jamais gostou de estudar. “Eu era um péssimo aluno”, comentou.

A respeito de suas criações: livros, crônicas, cartoons etc, disse que, muitas vezes, começou a história de uma forma e teve que alterá-la completamente no decorrer do caminho. Para ele é incomum ter um roteiro ou uma história pronta para por no papel.

Torcedor fanático do Internacional de Porto Alegre garante que, o gol mais importante da história do clube, não foi o de Adriano, na final do Mundial Interclubes, contra o Barcelona. E sim, o gol de Figueroa, em 1975, na final do Brasileirão daquele ano.

Emendou, ainda, algumas histórias bem humoradas: “Quando fui para o Rio, fui para conquistar minha independência financeira. Crescer na carreira. Não fiz uma coisa e nem outra. No fim das contas acabei casando. Até porque, quando estamos completamente perdidos, a primeira coisa que fazemos, é casar”.

Casado, pai de três filhos, Veríssimo é uma daquelas figuras carimbadas. Carismático, de bem com a vida e muito tímido.

Valeu a pena sair de casa com garoa e tudo. O Sempre um papo, ontem, foi um ótimo papo.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Wanderley Luxemburgo X Wanderley Nogueira

Ontem, assistindo ao Mesa Redonda – Futebol Debate, na Rede Gazeta de Televisão, pude perceber a força de um veículo de comunicação.

O programa corria normalmente, até que, Wanderley Nogueira, acusou Luxemburgo de usar o programa para se defender no julgamento a que será submetido hoje, no Tribunal de Justiça Desportiva, pela expulsão no jogo entre Palmeira e Rio Preto, pelo Campeonato Paulista.

Nogueira disse: “Você está usando o programa e tentando passar uma imagem de Santo, para tentar absolvição no julgamento de amanhã”. Pronto, foi a gota d´água para que o treinador do Palmeiras perdesse a compostura.

Luxemburgo deu o troco na mesma moeda e, sugeriu que o repórter estivesse contra ele. “Eu acho que é você quem está tentando complicar as coisas para mim no julgamento. Eu não sei qual é o seu interesse nisso, mas, você está batendo sempre na mesma tecla”.

O que se viu a partir daí foi uma discussão sem fim. Os outros convidados do programa, o goleiro Felipe, do Corinthians, e o atacante Éder Luis, do São Paulo acabaram como meros espectadores. Quando focalizados, demonstravam total irritação com o andamento da conversa.

Nem os outros jornalistas que fazem parte da bancada tiveram vez. Dalmo Pessoa, Chico Lang e Fernando Solera, além do âncora, Flávio Prado, nada puderam fazer para evitar o embate.

A confusão durou cerca de 40 minutos e o programa, que é tido como um dos melhores do gênero, acabou frustrando os telespectadores, tamanha morosidade. Até porque, Luxemburgo, não se contenda em simplesmente falar.

Como possui um vocabulário pobre, repete seguidas vezes as mesmas frases e palavras. Uma coisa extremamente chata. E o repórter, por sua vez, demonstrou uma falta de respeito enorme com os seus colegas de profissão e, mais ainda, com os convidados.

Um outro fato que me chamou a atenção foram os lances polêmicos da rodada e, mais uma vez, os eternos erros dos juízes. Ora, Valdívia arrebentou de novo. Diogo Rincón fez uma excelente partida. O Santos, finalmente voltou a vencer. E o veteraníssimo, Christian, atacante da Portuguesa, colocou o Imperador Adriano e o São Paulo no bolso, no clássico da rodada.

Só que o programa não mostrou nada disso. Deixou o barco correr com a prepotência de Luxemburgo e a teimosia de Wanderley Nogueira.

Alô Flávio Prado, da próxima vez, faça o Mesa Redonda pautado no futebol, única e exclusivamente. O telespectador agradece.