domingo, 16 de março de 2008

Assumindo a responsabilidade

A hora chegou. Na verdade, a minha hora chegou. Logo abaixo, a minha trajetória como filho.

A família era grande. Minha mãe teve 7 filhos e adotou um, com apenas um ano de idade. Éramos então, 4 homens e 4 mulheres. Cida, Vera, César, Bete, Zé (toda família grande tem um), Silvia e Carlinhos.

Quando pequeno acompanhei algumas das dificuldades pelas quais os meus irmãos passaram. Não foram poucas. Mas graças a Deus, todos cresceram de forma honesta e sadia.

Com o decorrer dos anos, um a um, todos saíram. Casados ou não. Muitos, apenas amigaram-se com seus pares. A debandada era inevitável. Até comigo aconteceu isso, tinha apenas 20 anos.

Voltei para casa com 28 anos e, logo vi que a situação havia mudado. Em 2001 éramos 4. Daí saiu um, outro, meu filho de 12 anos veio morar comigo, até que, no último fim de semana, saiu o último.

Agora, a responsabilidade por cuidar da minha mãe e do meu filho caçula recai sobre mim. Caçula, pois tenho uma filha de 15 anos. Não sei se estou preparado. Não vai ser nada fácil.
O orçamento é apertado, a faculdade consome grande quantia dos meus vencimentos. Até a minha presença em casa será complicada.

Trabalho fora da cidade, mais precisamente em Atibaia. À noite tenho faculdade. Nos últimos dias não tenho nem visto meu filho. Quando chego em casa, por volta da meia noite, ele já está dormindo.

Mas, a partir de agora, como diria meu antigo gerente do Bradesco: “Não tem choro, nem vela... e nem fita amarela”. Nunca entendi muito bem a piada, talvez agora, entenda. É a vida. Não adianta correr dela.

Faculdade, filhos, dinheiro, compras, contas, amigos, futebol, Corinthians, ônibus, metrô, trânsito, sono, cansaço... o ano de 2008 começa agora.

O dever me chama e eu não posso fugir dele. Sai o caçula, entra o homem.

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