segunda-feira, 28 de abril de 2008

Diga não à propaganda de bebidas alcoólicas

Há alguns anos a propaganda de cigarros está proibida no Brasil e em muitos outros países. A razão é simples: o cigarro mata!

Ok. Mas e o álcool? Não mata? Não acaba com a vida daquele que abusa do seu efeito devastador e também com a sua família?

E por que então, a veiculação desse produto nos meios de comunicação não é proibida?

A indústria do tabaco sempre fez sua publicidade em cima do prazer, do bem-estar, com pessoas saudáveis e bonitas, o que instigava o seu consumo por parte dos jovens. Até que um dia proibiram suas propagandas.

O fumante passou a ser visto com maus olhos pela sociedade, foram criados ambientes próprios para essas pessoas em restaurantes, shoppings e até em locais de trabalho.

O cheiro do cigarro incomoda, irrita e é extremamente desagradável, com isso todos concordam. Mas seus efeitos atingem diretamente somente o fumante.

Já com o álcool, a conversa é completamente outra. Ao beber e passar dos limites, qualquer pessoa em qualquer lugar, não coloca em risco apenas a sua vida.

A partir do momento em que está alcoolizada, ela passa a ser um perigo para toda a sociedade. No trânsito, em casa, nas baladas, nos bares, enfim, ninguém está totalmente a salvo de uma pessoa embriagada.

Diariamente assistimos comerciais sobre bebidas alcoólicas com pessoas felizes, em festas, com mulheres bonitas, artistas famosos, que nos mostram o prazer que é beber. E no final, todas elas apresentam a frase: Beba com moderação.

Como beber com moderação? Se com apenas uma ou duas latinhas, segundo estudos, uma pessoa torna-se incapaz de dirigir? Nesse caso então, beber com moderação significa não beber.

Hoje vi pela primeira vez uma propaganda defendendo o uso da publicidade de bebidas alcoólicas, dizendo que a mídia não é culpada pelo acontece com quem não “sabe beber”. Todos sabem quais são os efeitos colaterais do álcool: violência, dependência, acidentes de trânsito etc.

O alcoólatra nunca morre sozinho, leva sempre consigo outras pessoas.

Assim como o cigarro, o álcool mata. Portanto, sua publicidade também deve ser proibida.

sábado, 19 de abril de 2008

O caso Isabella e a violência doméstica

Nas últimas semanas presenciamos um show em todos os veículos de comunicação sobre o caso da menina Isabella. As informações chegam em tempo real e a todo momento, um verdadeiro Big Brother.

Neste caso, especificamente, a imprensa cumpre o seu papel e transmite todas as informações possíveis sobre o ocorrido.

Mas, aqui, cabe a pergunta: E se Isabella não tivesse sido jogada do sexto andar do prédio e, conseqüentemente não tivesse morrido? O que aconteceria ao pai e à madrasta?

Com certeza, nada!!! Porque a violência doméstica, aquela praticada de pais contra filhos, dificilmente é notificada. Simplesmente não aparece em qualquer tipo de mídia.

A sociedade e a imprensa, em geral, acham normal que os pais tenham direito de bater para educar. Então esse tipo de violência é acobertado por todos.

Um vizinho que escuta os gritos de uma criança sendo espancada pelos pais não toma nenhum tipo de atitude, não denuncia, pois acha que não tem nada a ver com aquilo. Um mãe que vê seu filho ser abusado sexualmente pelo pai ou padrasto e nada faz para impedí-lo.

Diariamente, crianças apanham, são violentadas, castigadas e seus agressores ficam impunes. Tudo porque, ainda hoje, muitas pessoas acham que a família é sagrada e ninguém pode interferir no seu dia-a-dia e na sua maneira de viver.

Quantas vezes andamos pelas ruas e vemos um pai ou uma mãe baterem em seus filhos sem uma causa aparente? O que fazemos quando isso acontece diante dos nossos olhos? O que fazemos? Intervimos ou calamos, fingindo que não aquilo não é da nossa conta?

Somos ou não responsáveis pela onda crescente de violência?

Estamos nos acostumando a conviver de tal forma com a violência que já não damos tanta importância a ela. Somente de tempos em tempos, quando acontece uma tragédia como a da menina Isabella é que nos damos conta do nível de agressividade em que vivemos.

Balas perdidas, violência nas escolas, contrabando de drogas, corrupção em todas as esferas dos governos espalhados pelo país e, principalmente, a impunidade, tornaram-se banais no nosso cotidiano.

Somos passíveis diante de tais fatos. Incapazes de praticarmos denúncias contra a “família”. Esse núcleo fechado que age conforme seu humor. Que abusa do seu direito de serem pai e mãe fazendo com que seus filhos tornem-se vítimas de sua violência.

Muitas vezes justificadas com a expressão: “O filho é meu, eu faço o quiser com ele. Você não tem nada com isso”.

É preciso agir. Denunciar os maus tratos. Acabar com a história de que “um tapinha” para educar é necessário. É coisa nenhuma. Se não estão preparados para serem pais, não o sejam.

Assim não terão que descontar suas frustrações, suas brigas, suas bebedeiras, seus ciúmes e, principalmente, sua total incapacidade de educar, em cima de crianças inocentes e indefesas, que não pediram para virem ao mundo.

Quem ama não bate, educa!!!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Parabéns, Marcos Forte Filho!!!

Ontem era uma criança, um menininho gordinho, com um dos sorrisos mais lindos do mundo. Era meu companheiro de aventuras.

Tudo o que eu dizia era repetido por ele. Tudo o que eu fazia era copiado por ele. A coisa chegou a tal ponto que, tudo o que eu usava para praticar meu futebolzinho, ele tinha que ter.

As mesmas músicas, os mesmos desenhos, os mesmos ídolos. Caramba! Será que estou criando um clone? Até meu nome esse cara tem. Os anos passaram e um dia ele teve que ir para longe. Como toda despedida, aquele domingo foi um dos mais amargos de nossas vidas.

As chances de uma conversa de homem para “homem” ficaram um pouco mais complicadas. O telefone era a nossa ponte diária para troca de informações. Nas poucas oportunidades em que ficávamos juntos, aproveitávamos o máximo.

Eram sábados inteiros. Caminhar, cantar, conversar, fofocar, confidenciar segredos eram nossos passatempos preferidos. O período de férias era um caso à parte. Trinta dias juntos... ô coisa boa. Corinthians, Pacaembu, Morumbi, pastel na feira, shopping, compras, tudo de bom.

Sempre foi um grande incentivador esse carinha. Adorava me ver jogar. Aplaudia, resmungava, vibrava com meus gols e, dizia para todos que, eu sim, jogava muito. Apesar de que, segundo ele, eu estava ficando meio velhinho para a coisa.

No começo do ano passado ele voltou. Voltou maior, mais carinhoso, mais destemido, com mais vontade de viver. Com gostos meio estranhos: baseball, funk, black, cabelo moicano, eu hein? Mas com a cumplicidade de sempre.

A partir daí começamos uma nova história, com muito mais aventuras, aprendizados, cobranças. À medida que o tempo passa procuro mostrar o melhor caminho, o mais correto. Ele aprende fácil, aceita com muita tranqüilidade os meus conselhos.

Nos últimos dias temos nos visto pouco, mesmo morando na mesma casa. Quando saio para a batalha, ele ainda dorme e, quando chego, já está desmaiado em cima da cama. Mas ele tenta me esperar. Não são raros os dias em que por volta da meia-noite chego em casa e o vejo estirado no sofá, dormindo, apoiando a cabeça em uma das mãos.

Tudo para poder dizer: “Eu tentei ficar acordado, mas não consegui”, amanhã eu tento de novo. Dá boa noite e sobe cambaleando para o quarto.

Sabem de uma coisa? É complicado ser pai. É gostoso ser pai. Mas o melhor de tudo é ser seu pai, Marcos Forte Filho!!!

Obrigado por todas as emoções que você me proporciona todos os dias. Obrigado por confiar em mim e acreditar que eu sou o seu melhor exemplo, o seu herói. Passados 13 anos, ainda hoje, olho prá você e vejo aquele bebezinho gordo e cheio de dobrinhas.

Parabéns Filho!!! Que a nossa vida seja repleta de emoções e experiências maravilhosas!!!

Te Amo Muito,

Pai!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Paulistão 2008: é hora de decisão!

A última rodada do Paulistão, marcada para domingo, promete ser de arrepiar.

Todos os jogos começarão às 16:00 horas e, pelo menos quatro times ainda disputam as duas vagas restantes para as semifinais. São Paulo, Ponte Preta, Corinthians e Barueri.

O São Paulo encara o Juventus, no Morumbi. O Corinthians vai a Bauru enfrentar o Noroeste e o Barueri recebe, em casa, o Palmeiras, já classificado, juntamente com o Guaratinguetá.

Dos quatro que ainda brigam pelas duas vagas, o tricolor e a macaca são os que estão mais próximos desse objetivo. Com vitórias simples sobre seus adversários não dependerão de ninguém.

O Corinthians precisa vencer o seu jogo e, ainda torcer para que São Paulo ou Ponte, não vençam seus jogos. Situação muito complicada, já que o Santos acena com a possibilidade de escalar um time misto para a partida contra o time campineiro.

Tal situação foi criada pelo próprio time, que empatou, nada mais, nada menos que três jogos em casa. Contra Bragantino, Mirassol e Juventus, além de não ter vencido nenhum clássico.

Algumas declarações dadas pelo presidente do timão, André Sanches, estão causando polêmica. A insinuação de uma suposta mala preta para que o time santista se esforce para vencer seu jogo e, assim, ajudar o Corinthians, pegaram mal, muito mal.

Tivesse seu treinador sido um pouco mais ousado, provavelmente, o time hoje dependeria só de si para obter a classificação. Afinal de contas, o Corinthians, jogou praticamente todos os seus jogos com três zagueiros e três volantes, mesmo contra adversários considerados fracos. Em momento algum priorizou o jogo ofensivo.

Enquanto Palmeiras e Guaratinguetá jogarão apenas para saber quem terminará em primeiro lugar a fase de classificação, São Paulo e Ponte Preta lutarão por vitórias simples, o Timão precisará de mais um milagre para ficar entre os quatro semifinalistas.

Na última vez em que isso aconteceu, em 1988, o time dependia do Palmeiras, que jogava contra o São Paulo, no Morumbi. Na ocasião, Gérson Caçapa, fez o gol da vitória alviverde, por 1 a 0, que classificou o Corinthians para final daquele ano contra o Guarani.

Façam suas apostas.