quinta-feira, 10 de abril de 2008

Parabéns, Marcos Forte Filho!!!

Ontem era uma criança, um menininho gordinho, com um dos sorrisos mais lindos do mundo. Era meu companheiro de aventuras.

Tudo o que eu dizia era repetido por ele. Tudo o que eu fazia era copiado por ele. A coisa chegou a tal ponto que, tudo o que eu usava para praticar meu futebolzinho, ele tinha que ter.

As mesmas músicas, os mesmos desenhos, os mesmos ídolos. Caramba! Será que estou criando um clone? Até meu nome esse cara tem. Os anos passaram e um dia ele teve que ir para longe. Como toda despedida, aquele domingo foi um dos mais amargos de nossas vidas.

As chances de uma conversa de homem para “homem” ficaram um pouco mais complicadas. O telefone era a nossa ponte diária para troca de informações. Nas poucas oportunidades em que ficávamos juntos, aproveitávamos o máximo.

Eram sábados inteiros. Caminhar, cantar, conversar, fofocar, confidenciar segredos eram nossos passatempos preferidos. O período de férias era um caso à parte. Trinta dias juntos... ô coisa boa. Corinthians, Pacaembu, Morumbi, pastel na feira, shopping, compras, tudo de bom.

Sempre foi um grande incentivador esse carinha. Adorava me ver jogar. Aplaudia, resmungava, vibrava com meus gols e, dizia para todos que, eu sim, jogava muito. Apesar de que, segundo ele, eu estava ficando meio velhinho para a coisa.

No começo do ano passado ele voltou. Voltou maior, mais carinhoso, mais destemido, com mais vontade de viver. Com gostos meio estranhos: baseball, funk, black, cabelo moicano, eu hein? Mas com a cumplicidade de sempre.

A partir daí começamos uma nova história, com muito mais aventuras, aprendizados, cobranças. À medida que o tempo passa procuro mostrar o melhor caminho, o mais correto. Ele aprende fácil, aceita com muita tranqüilidade os meus conselhos.

Nos últimos dias temos nos visto pouco, mesmo morando na mesma casa. Quando saio para a batalha, ele ainda dorme e, quando chego, já está desmaiado em cima da cama. Mas ele tenta me esperar. Não são raros os dias em que por volta da meia-noite chego em casa e o vejo estirado no sofá, dormindo, apoiando a cabeça em uma das mãos.

Tudo para poder dizer: “Eu tentei ficar acordado, mas não consegui”, amanhã eu tento de novo. Dá boa noite e sobe cambaleando para o quarto.

Sabem de uma coisa? É complicado ser pai. É gostoso ser pai. Mas o melhor de tudo é ser seu pai, Marcos Forte Filho!!!

Obrigado por todas as emoções que você me proporciona todos os dias. Obrigado por confiar em mim e acreditar que eu sou o seu melhor exemplo, o seu herói. Passados 13 anos, ainda hoje, olho prá você e vejo aquele bebezinho gordo e cheio de dobrinhas.

Parabéns Filho!!! Que a nossa vida seja repleta de emoções e experiências maravilhosas!!!

Te Amo Muito,

Pai!

5 comentários:

Juliana Petroni disse...

Maravilhoso... ainda mais sabendo do qe rolou ao escrever seu texto
lindo!!!
bjosss

Anônimo disse...

Great!!! O texto realmente ficou maravilhoso, sem dúvida a emoção esteve a flor da pele. Tem certas coisas que a Credicard não compra, e este texto certamente é uma delas. Valeu, parabéns para você, parabéns para ele. Montanha

Daiane Torres disse...

Parabéns Marcos Forte Filho, e principalmente, por ter um pai desse nível! Ele tá certo em querer copiar Marcão! bjus

Anônimo disse...

Marquito, ops !!!! será que posso chamar assim.........???? rsrsrsrs, fiquei arrepiada quando li o que vc escreveu..........muito bonito ainda mais sabendo de toda a história, de como foi a despedida e a volta, e hoje ele já é um homem e um homem muito bonito, apesar de ser seu filho.....rsrsrsrs.

Parabéns, ao Marquinhos pelos seus 13 anos e ao "Marquito" por ser esse pai amoroso, que eu tenho certeza que é, grande beijo aos dois.

João luis disse...

Parabéns Marcos Filho e Marcos Sênior! Grande texto, Marcão! Você conseguiu passar todo o sentimento de amor e cumplicidade entre vocês, mesmo para aqueles que não são pais (ou mães). Tudo isso sem ser piegas. Nunca tive essa experiência amarga de ter de me afastar da minha filha por tanto tempo. Deve ser muito duro. Por isso, procuro estar sempre próximo - não só fisicamente. Talvez, não esteja conseguindo neste momento da minha vida. Mas, estou sempre tentando. Afinal, este é o nosso melhor papel: ser, simplesmente, pai.
Abraços
João Luis