domingo, 28 de setembro de 2008

Policarpo Quaresma e o Brasil

Podemos considerar que o povo brasileiro faz às vezes de Policarpo Quaresma. Somos visionários. Acreditamos que o Brasil ainda será o país do futuro. Votamos num presidente para mudar a nossa história. Em partes isso aconteceu, mas num todo, nos decepcionamos.

Assim como o personagem da história temos sonhos, queremos mudanças. Mas à medida que o tempo passa, verificamos que tudo isso fica apenas no nosso imaginário. Algumas coisas andam bem no Brasil, mas se pararmos para pensar de forma inteligente veremos que muito poderia ser feito, mas, simplesmente não convém ao nosso governo.

Parecido com Marechal Floriano Peixoto, nosso presidente se uniu aos interesses próprios para comandar a nação. Tudo o que poderia ser feito para que realmente nos tornássemos independentes, fica para depois. O Brasil ainda prefere cuidar dos outros, dar ouvidos ao exterior, ao invés de andar com as próprias pernas.

Vamos pegar um dos exemplos do livro, o nacionalismo. A língua. Somos o país com o maior contingente de pessoas que falam o português e, mesmo assim, teremos que nos adequar ao português de Portugal. Como assim? Se somos a maioria, não seria mais correto os outros países aprenderem o nosso português?

Mas isso não aconteceu. Ainda temos dentro de nós o sentimento de colônia. Não acreditamos que somos uma potência mundial. E tal qual nosso herói, ficamos passivos diante de tudo o que acontece. Lutamos por um determinado período, como na época do Collor, mas agora, perdemos as forças.

Com isso, a corrupção anda solta em todas as esferas do poder. A pessoa em quem acreditamos que mudaria tudo isso, talvez tenha se esquecido de onde veio e de quem o colocou lá. Se gabar de uma bolsa família, da descoberta do petróleo, de uma política econômica estável, é pouco para quem tem o potencial que nós temos. Até porque, não adianta ter tudo isso e não saber como usar.

O que o nosso herói gostaria de ouvir hoje, talvez fosse algo mais grandioso, tais como: o Brasil é o país com uma das melhores distribuições de renda do mundo; não devemos mais obediência a ninguém; somos auto-sustentáveis na questão dos combustíveis; deixamos de ser um país de analfabetos; a criminalidade diminui a cada dia; a saúde do povo brasileiro está melhor, e muitas outras coisas.

Mas, ao invés disso, a frase que mais ouvimos é: “Nunca na história deste país...” Bem, este é o Triste fim de Policarpo Quaresma.

7 comentários:

Camilabandeira disse...

Ja te disse ontem...vc estava escrevendo cada dia melhor....

Parabens!!!!

Montanha disse...

Nunca na história deste país....tivemos um escritor como você.

Belo texto jovem!!!

Montanha

Poliana disse...

Sensacional!!

Parabéns!


beijooooooo
excelente semana!

Juliana Petroni disse...

Você me lembrou que tenho esse trabalho pendente hahahaha. Muito bom! infelizmente o país ainda sofre com corrupção e políticos q nada fazem para mudar a realidade. Patriotismo? acho q no Brasil são raros os casos.
BJossssss

Edson disse...

É Marcão, patriotismo neste país, só durante os jogos da seleção. Parabéns.

Su disse...

Meu Deus, como vc arrebenta a cada novo texto. Sou sua fã, hein?!!!
Beeeijos

João Luis Pinheiro disse...

Boa Marcão! Infelizmente, patriotismo virou sinônimo de babaquice. Não devia ser assim. Ainda temos chance?

Abraços
Jão