sábado, 25 de outubro de 2008

Vocês cresceram!!!


É inevitável! O tempo passa para todos e com vocês não foi diferente. Ontem eram apenas duas pequenas criaturas, dependentes, choronas, lindas, resmungonas. Nos últimos dias passei a olhar para vocês com outros olhos.

Olhos, ainda de pai, mas com um sentimento diferente. Para ela, como se me perguntasse: “Jesus!!! É ela mesmo?” Para ele: “Caramba, quem é esse carinha?” Vocês um dia olharam para mim de baixo para cima, sempre com muito carinho. A recíproca sempre foi verdadeira. Apesar, né mocinha, de alguns anos de distância.

Hoje ela me acompanha para muitos lugares. Anda ao meu lado toda orgulhosa, toda menina-mulher, charmosa, ciumenta e muito engraçada. O carinha é mais complicado. Muitas vezes quer se passar por mim e tem até o meu nome. Que abusado. Compara-se a mim, quer fazer tudo igual, corneta sempre que vai me ver jogar.

Cresceram separados, sem muita ligação, não sabiam dos gostos um do outro. Eram até estranhos, diria eu. O sangue falou mais alto. Mesmo com a distância, hoje gostam das mesmas coisas, ouvem as mesmas músicas, enchem o meu saco na mesma proporção. É incrível, como podem ser tão parecidos? Não sei, mas são.

Há alguns dias eles se precisaram. Eu estava em Atibaia e ele deveria ir ao shopping trocar uma mochila. E não é que a moça toda prestativa se ofereceu para acompanhá-lo? Pois é, foram juntos, efetuaram a troca, se despediram e cada um foi para o seu lado. Claro, aproveitaram o passeio para se falarem e se conhecerem um pouco mais.

Dias antes deste episódio, ela veio me visitar e dormir em casa. Enquanto eu fazia um trabalho para a faculdade, os dois se trancaram no quarto e só foram dormir lá pelas três da manhã. Quando questionei sobre o que falavam, a resposta foi uma só: “Estamos falando sobre uma série de coisas, o Sr. pode nos dar licença?

E eu fiquei com aquela cara de “ué”. Será que eu agüento isso? Como são abusados.
E a vida segue. Ele já sai da cidade sozinho para visitar sua mãe. Ela se torna mais independente a cada dia. Felizmente ou infelizmente, cresceram. Não gosto de olhar para eles e ver que já podem andar sozinhos. Queria aquela dependência para sempre.
É Marcos, não é assim que funciona. Conforme-se.

Eles mantêm o mesmo carinho, a mesma educação, o mesmo respeito. De vez em quando surge um: “E aí velho?” “Você é ranzinza, né?” Bem, sinal dos tempos. É claro que eu jamais deixarei de ser chato com eles, afinal de contas, eles são meus e ninguém poderá mudar isso.

Bianca da Costa Forte, 16 anos. Marcos Forte Filho, 13 anos. Vocês um dia serão pais também. Mesmo assim, jamais deixarão de serem os meus bebês. Bibi e Quinho. Sei que um dia, a vida se encarregará de cuidar um pouco de vocês também, mas até lá, me deixa curti-los um pouco mais.