terça-feira, 11 de outubro de 2011

Leitura: uma grande viagem!

Redescobri a leitura em 2005, aos 33 anos. Fazia mais de 10 anos que não lia absolutamente nada. Mas, nada mesmo. Por trabalhar em uma editora lia algumas revistas apenas.

Ao ser levado novamente aos livros percebi que ler é realmente uma grande viagem. Logo nas primeiras linhas somos levados para outro mundo, outra galáxia, outra dimensão.

Entreter-se com a leitura tira você do ambiente em que vive, sem que seja necessário sair do lugar. Basta apenas um pouco de concentração e atenção ao que se lê.

De repente nos vimos em uma perseguição, em uma investigação, nos braços uma pessoa, morremos de raiva do bandido, vivemos a ditadura, torcemos para que dê tudo certo no final.

Aprendi que, para mergulharmos no universo das palavras, a primeira coisa a se fazer é pegar o livro entre as mãos, fechar os olhos e se preparar para a viagem. Em seguida, abrir a primeira página e desejar que o piloto, ou seja, o livro, leve nossa imaginação para longe. É preciso nos transportar para dentro dele, exatamente como um passageiro.

Não importa o gênero, se ficção, romance, livro-reportagem, aventura ou policial. O importante é adquirir o saudável hábito de ler. Quem lê, viaja. E viajar na leitura é um grande barato.

Passe essa lição adiante. Incentive filhos, irmãos, parentes. Empreste seus livros, tome outros emprestados. Um país decente só é possível através da educação e do conhecimento.

Lembrem-se: Uma mente expandida por uma ideia, jamais volta ao tamanho normal. Conhecimento nunca é demais.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Quero, simplesmente, quero!

Quero segurar sua mão e caminhar sem destino

Quero o brilho do seu olhar para iluminar o caminho

Quero sua força para vencer o cansaço

Quero seu abraço para envolver os sonhos

Quero seu sorriso para alimentar a esperança

Quero seu corpo para fazer parte do meu

Quero a alegria estampada em seu rosto

Quero aquela menina escondida dentro de você

Quero entrar no seu mundo e compartilhar sua vida

Quero invadir sua alma e conquistar seu coração

Quero beijar seus lábios e voltar a sonhar

Quero olhar os seus olhos e saber que ainda está aí!

Quero, simplesmente, quero!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Quanto vale a vida?


Realengo, 7 de abril. O ex-estudante Wellington Menezes de Oliveira entrou em uma escola pública e matou 12 crianças, antes de cometer o suicídio.

Estamos acostumados a ver este tipo de crime apenas pela televisão, costumeiramente nos Estados Unidos. Mas, a questão aqui é outra.

Na última semana, Noeli da Silva Rocha, 38 anos, mãe de Mariana Rocha, mãe de uma das meninas assassinadas, disse que processaria o Estado pela morte da sua filha.

No mesmo instante, o prefeito Eduardo Paes, confirmou que irá indenizar as famílias mortas no ataque à Escola municipal Tasso da Silva. Só ainda não ficou decidido quanto e quando esses valores serão pagos.

No Brasil acontecem mais de 47 mil assassinatos por ano. Vamos imaginar que todas essas famílias fossem indenizadas. Não haveria dinheiro suficiente para cobrir todas essas despesas.

Se cada uma das 12 famílias receberem 100 mil reais, teremos um total de 1,2 mil em indenização. A pergunta é: Quanto vale a vida de um filho? O que fazer com o dinheiro ganho com a morte dele?

Vejamos. Essas famílias são, reconhecidamente, de classe baixa. Não sabemos quantas estão estruturadas para lidar com um montante desses. O que deve acontecer é que, esse dinheiro será gasto rapidamente, até porque, uma boa fatia deve ir para as mãos dos espertos advogados.

Espertos por terem visto a possibilidade de tirar da desgraça alheia, uma quantia considerável do Governo, sob a alegação de falta de segurança em locais públicos.

Sinceramente, eu não sei o que pensam pais e mães em uma hora como essa. Será que o dinheiro servirá para esquecer o que aconteceu? De alguma forma receber a indenização fará com que seja feita justiça?

Até porque, atos como o que cometeu esse cidadão, não tem defesa. Como é que alguém pode adivinhar que uma pessoa possa sair de casa com duas armas na mão e disposto a atirar em que estiver pela frente?

Se realmente os pais querem que seja feito algo, não peçam para si a indenização. Faça um protesto pela melhoria da segurança nas escolas públicas de um modo geral.

De quem é a culpa? Do Governo? Da sociedade? Dos pais? O dinheiro serve para curar a dor?

Afinal de contas, quanto vale a vida?