terça-feira, 6 de novembro de 2012

Filhos: nem sempre o melhor remédio é a proteção


No último final de semana, durante as provas do Enem, uma mãe denunciou a filha por ter obtido uma resposta de maneira ilícita, através do celular.

A pergunta é: quantos pais teriam feito o mesmo?

A resposta é uma incógnita, mas adianto, seriam poucos. Pais, em sua maioria, tendem a proteger demais os filhos em qualquer situação. Mesmo quando este comete um deslize.

Não sou a favor disso. Acredito que, mostrar os defeitos do mundo, e esconder os dos nossos filhos, além de não ajudar em nada, atrapalha a formação do caráter. Não existe um deslize menor ou maior, deslize é deslize.

A simples tentativa de levar vantagem em algo pode fazer com que a criança cresça com este instinto. E isso, não é bom. A partir do momento em que os pais sabem do delito, devem tomar uma atitude enérgica e, se for o caso, punir na mesma medida.

Aprender a ser responsável desde cedo faz com que a criança aprenda a valorizar todas as questões que envolvem caráter e sociedade. Direitos e deveres. Ela deve se sentir protegida, mas deve saber também que, ao sair da linha, não contará com a anuência dos pais. Desta forma, ela terá que pensar muito antes de qualquer ato.

O que não podemos é imaginar que, ao passarmos a mão em suas cabeças ou mesmo deixarmos de lado pequenos deslizes, os protegeremos do mundo. Pelo contrário, criaremos pessoas com caráter degenerado e que se acharão sempre acima do bem e do mal.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Porque você é amor!!!

Ontem, 24 de outubro, ao sair da academia, liguei para minha mãe e pensei em ir direto para casa. De repente, me veio uma vontade de mudar o rumo e ver uma pessoinha muito especial. 

A vontade que eu estava do seu sorriso, dos seus cachinhos, do seu olhar, foi mais forte do que podia imaginar. No caminho, meus lábios sorriam involuntariamente. Parecia um menino que ia de encontro à felicidade. 

Graças a Deus o trajeto era curto. Em questão de minutos lá estava eu. Ao abrir a porta, um sorriso que transbordava alegria e um olhar, meu Deus, que olhar mais lindo, mais cativante, veio em minha direção.

Saí correndo com os braços abertos e, finalmente, pude matar a saudade da pequena Majub´s. Que a cada dia, a cada momento, nos brinda com uma lição de alegria, de vida, de generosidade e surpresas especiais! 

Hoje, já não sei o que seria da vida sem você, Maria Júlia!


terça-feira, 23 de outubro de 2012

1º Desafio Ponte Preta de MMA


O público que compareceu ao Ginásio das Paineiras, em Campinas, no último sábado (20), para o 1º Desafio Ponte Preta de MMA e Muay Thai, não se decepcionou. O evento foi marcado por grandes combates e contou com a participação de academias renomadas dentro das artes marciais. 

O início dos combates foi marcado pela execução do hino nacional e, em seguida, por uma excelente apresentação de taiko japonês (tambores), que levantou os espectadores nas arquibancadas. A estrutura montada esteve a altura dos grandes eventos. Desde a pesagem até a última luta, tudo correu de maneira muito tranquila. 

As apresentações de Muay Thai amador foram um ótimo aperitivo para o público antes das lutas principais. Apesar da inexperiência dos lutadores, não faltaram vontade e empenho. 

Mas, o que o público queria mesmo era ação. E ela veio logo na primeira luta. Na categoria até 63 quilos, Gustavo Piacentini, o Piá, não deu a menor chance para o seu adversário. Visivelmente mais preparado, deu um verdadeiro show. Durante os três rounds castigou o lutador David Matias com socos e chutes potentes. No final, venceu com tranquilidade. 

Foto: Eduardo Vicente

Na luta seguinte, Flávio Pardinho, na categoria até 75 quilos, dominou amplamente o combate contra Guilherme Marcondes. Foi superior diante de um adversário que resistiu bravamente aos duros golpes recebidos durante toda a luta. O que Pardinho não esperava, aconteceu. Com 15 segundos para soar o gongo, Marcondes acertou um violento ganho de direita e levou seu oponente à lona. O juiz abriu a contagem e Pardinho não conseguiu se levantar. Vitória surpreendente de Guilherme Marcondes, que vibrou muito. 


Resultado contestado 

Na categoria até 66 quilos, Leonardo Wagner e Luiz Guilherme fizeram um grande combate. Com um início avassalador, Wagner partiu com tudo para cima do oponente e não parou de bater durante todo o primeiro round. Mas, mesmo após ser castigado, Luiz voltou mais concentrado e, aparentemente mais inteiro que o adversário. 

Com muita calma, reverteu a vantagem e fez um ótimo segundo assalto. No terceiro, deu um verdadeiro espetáculo de superação e deixou seu oponente acuado em vários momentos. Ao término do combate, as papeletas dos juízes deram vitória para Leonardo Wagner, o que provocou uma sonora vaia por parte da plateia. 

Mais contestação 

Na primeira luta de MMA, Átila Cowboy perdeu por pontos para Bruno Silva. O combate começou com muito estudo por parte dos dois lutadores. O primeiro round foi vencido por Bruno, que teve mais ação e derrubou seu adversário por duas vezes e se manteve mais ativo. Por pouco, o Cowboy não foi finalizado durante o segundo assalto. Com um mata-leão encaixado, faltou força para Bruno terminar a luta. Já no terceiro, Átila voltou melhor, dominou o combate, prensou seu oponente na grade e chegou a castigá-lo com vários golpes frontais. 

Apesar de ter a maioria na torcida, após ser declarado vencedor por pontos, Bruno Silva não obteve os todos os aplausos. Parte da arquibancada vaiou o resultado e o treinador de Átila foi tirar satisfação com os juízes, visivelmente irritado. 

O nocaute da noite 

Marcelo Lisboa nocauteou Neidson Reis, na categoria até 85 quilos. Após um início de combate muito estudado por parte dos lutadores, Lisboa acertou um cruzado de direita espetacular e, simplesmente, demoliu o seu oponente. 

O juiz interrompeu a luta na hora e foi necessária a entrada dos médicos para verificar a situação de Neidson Reis. Após o nocaute, o lutador, ainda meio assustado, queria continuar no combate, mas não havia menor condição. 

Luta principal 

Foto: Eduardo Vicente
Bruno Murata e Keker Capoeira entraram ovacionados no octógono. Cada um com sua torcida particular. Já na apresentação dos atletas, o barulho que vinha das cadeiras e arquibancadas prometia que o duelo seria dos mais interessantes. 

Kerker, logo de cara, tentou um chute giratório que passou no vazio. E ficou nisso. Logo em seguida, Murata demonstrou muito mais experiência, tranquilidade e confiança. Com potentes chutes na coxa esquerda, minou a resistência do seu adversário. 

No segundo round, Kerker ainda tentou algumas quedas mas, sem sucesso. Mostrou-se inexperiente para este tipo de evento. Enquanto o jogo do capoeirista não entrava, os golpes de Murata castigavam o oponente. Diretos, jabs e, principalmente os chutes destruíram a resistência de Kerker. Ao levar a luta para o solo, Murata encaixou um katagatami e pôs fim ao combate. Na comemoração, um salto em direção às grades do octógono e muita vibração junto à sua torcida.

Por: Marcos Forte

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Relacionamentos

Os relacionamentos, de um modo geral, apresentam situações muito semelhantes. Principalmente, no quesito, dar mais do que receber. Normalmente, uma das partes se sente mais confortável em abrigar os desejos da outra pessoa. A recíproca nem sempre é verdadeira. 

Como isso acontece? Simples. 

O primeiro faz questão de dizer bom dia, boa tarde, boa noite. Está sempre presente em ocasiões simples. Ouve, compartilha, conta piada, ri, abraça, beija, quer estar ao lado o tempo todo, coloca para fora tudo aquilo que sente. E, inevitavelmente, espera que outra pessoa faça o mesmo ou pelo menos aceite tais mimos de uma forma carinhosa. 

Estes mimos devem ser naturais dentro de qualquer relacionamento. Mas, existem pessoas que não ligam para isso. Acham bobagem. Uma vez juntos, para que continuar com essas “supostas” besteiras. Afinal, já estamos juntos. 

Para quem oferece algo novo e nada recebe em troca, a situação é constrangedora. Imagine você com uma roupa nova. O mundo repara a diferença. Você fez aquilo para estar bem para a pessoa que gosta. Indiferente à sua intenção, sua roupa nova passa batido por ela. Você quer um beijo, a pessoa não. Você se interessa pela vida da pessoa. A sua, para ela, pouco importa. Você quer saber do que ela gosta para compartilhar. Já, tudo o que você gosta, é idiotice. 

Surgem, então, as dúvidas. Afinal, o que há de errado nessa história? O que faço aqui? Para que agradar tanto alguém que pouco se importa com você? 

A acomodação tomou conta da outra pessoa, e isso não tem nada a ver com você. Por mais que faça, jamais conseguirá fazer com que ela te perceba de modo diferente. E será assim sempre, acredite. 

Neste caso, existem duas opções. Aceitar o modo como é tratado ou procurar um novo ambiente. Discussões, pedidos de mudança, apenas servirão para que o afastamento se dê por completo. Mendigar amor, jamais. 

Não existe relacionamento sem companheirismo, compartilhamento, amor e tesão. Para tudo na vida esses quatro elementos são importantes. 

E em um relacionamento são imprescindíveis. Se esta reciprocidade não existir, com certeza, o amor morrerá de fome!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Matemática da vida


A vida funciona da seguinte maneira: se acumularmos problemas, eles serão cada vez maiores. Se dividirmos alegrias, elas serão cada vez menores. Matemática pura.

Se tivermos uma dívida e não a saldarmos, consequentemente, ela será maior no mês seguinte. Se sentirmos uma dor e não formos ao médico, evidente, que ela se tornará crônica. Já o contrário, se não beijarmos, abraçarmos, distribuirmos amor, aos poucos, essas pequenas alegrias se perderão pelo caminho. Definharemos e ficaremos ocos por dentro. Frios e sem sentimentos.

Temos a mania de dizer que tudo está errado e que nada dá certo em nossas vidas, e nos damos por satisfeitos, simplesmente, por conseguirmos sobreviver. Que vida é essa que pretendemos levar?

Neste momento, os problemas se tornam tão grandes que ocupam todo o nosso pensamento. Definhamos, sofremos, esquecemos que ao nosso redor, o mundo gira. E como gira.

Tentem fazer justamento o oposto. Dividam seus problemas e os resolva um a um. Em pouco tempo eles acabarão. Pelo menos irão diminuir, isso é fato.
Transformem o tédio em melodia. Sorriam pela manhã, à tarde e à noite. Beijem a pessoa amada e os entes queridos sempre que possível. Abracem os amigos. Multipliquem as alegrias. Dê atenção às pequenas e importantes coisas da vida como cordialidade, felicidade, companheirismo. Compartilhe sua vida como um todo e não apenas os problemas.

Não amanheça com a cabeça no trânsito, no ônibus lotado, nas contas para pagar. Imagine o carinho da volta. Você estará na sua casa, rodeado das pessoas que tanto ama e quer bem. No abraço dos pais, filhos, netos, marido, mulher, não importa.

A sua recompensa será: pessoas felizes e satisfeitas à sua volta. Quem sabe, sua conta no azul. Seus pais, filhos, namorada (o) e irmãos sorridentes por multiplicarem e compartilharem sua felicidade.

Vivemos apenas uma vez. Não podemos desperdiçar nosso tempo com lamentações. Devemos, sim, usarmos todo o tempo que temos com alegria e satisfação.

Lembrem-se: A vida só é possível reinventada. Reescreve sua história em busca de um final feliz!

Se gostou, compartilhe. Essa é a chamada Corrente do Bem!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Carnaval e Torcidas Organizadas não se misturam

Mais uma vez, o que vimos ontem, no sambódromo paulistano, foi outro vexame da Gaviões da Fiel. Inflamados pela invasão de um componente da Império de Casa Verde, que pulou por sobre as grades para arrancar das mão dos organizadores, e rasgar as notas finais do quesito Mestre Sala e Porta Bandeira, os integrantes da torcida organizada foram responsáveis por um onda de selvageria que se estendeu além do Anhembi e ganhou as ruas da cidade.

Este é apenas o primeiro ponto. Além disso, ficou claro, mais uma vez que, futebol e carnaval não se misturam. É claro e evidente que todas as notas dadas para as escolas de samba são normais. O que me deixa perplexo é forma como as torcidas organizadas são julgadas. Os jurados colocam sempre em primeiro lugar, a paixão pelo seu time de coração e, com isso, sempre prejudicam os rivais.

A Mancha Verde, a Dragões da Real e a Gaviões da Fiel, jamais serão protagonistas do carnaval. Se o jurado for corinthiano, azar das outras e, assim sucessivamente. Dentro de uma normalidade, mesmo a Camisa Verde e Branco, rebaixada para o grupo de acesso, não recebeu nenhuma nota abaixo de 9,5. Então, torna-se inexplicável a nota 8,9 dada para a Gaviões da Fiel. Será que a nota foi dada com imparcialidade? Impossível.

Pelos investimentos feitos por todas as escolas, hoje, é inadmissível uma agremiação levar uma nota inferior a 9,5. O ideal seria banir as torcidas organizadas do carnaval e deixar somente as escolas de samba tradicionais. Aquelas que vivem 365 dias por ano apenas o carnaval. Isso facilitaria, em muito, o julgamento por parte dos jurados e deixaria de fora, selvagens que jamais possuirão espírito esportivo ou, no mínimo, educação para aceitar a derrota.

Em relação ás cenas de barbárie que se seguiram a pós a saída da Gaviões do Anhembi, não fosse a ação perfeita por parte da Polícia Militar do Estado, a tragédia teria sido pior. Um grupo de, aproximadamente, mil pessoas, invadiu a Marginal do Rio Tietê e bloquearam o acesso. Não contentes, atearam fogo contra um carro alegórico estacionado no páteo do sambódromo. A proximidade entre as torcidas, Mancha Verde e Gaviões, fez com que elas ficassem a menos de 100 metros uma da outra.

Mais uma vez, a operação militar foi um sucesso e impediu que as duas rivais se confrontassem em um ponto de grande movimentação da cidade. Outro detalhe: por que, enquanto todas as torcidas das escolas de samba podem conviver em harmonia durante a apuração e somente a Gaviões da Fiel tem acesso ao sambódromo? Se realmente a richa entre as torcidas se restringe ao futebol, seria normal que, as três torcidas estivessem reperesentadas no Anhembi. O que não aconteceu.

O carnaval é uma festa popular e não uma guerra. Não podemos aceitar o deslocamento de mais de 300 policiais militares, dois helicópteros e um número infindável de viaturas para escoltar verdadeiros marginais até uma escola de samba. Não é este o propósito da festa.

O saldo de tanta baderna: apenas duas pessoas presas. É muito pelo que as imagens das TVs mostraram. Muito pouco. Alguns desses integrantes se esquecem do tamanho do investimento que é feito para um evento como esse. Patrocinadores, redes de televisão, publicidade etc, tudo isso fica comprometido para o próximo ano.

Qual empresa terá vontade de investir em tamanho amadorismo? Quem terá coragem de ir ao próximo desfile?

A Liga Independente das Escola de Samba tem que tomar alguma atitude para que os acontecimentos de ontem, não se repitam. A exclusão das torcidas organizadas do desfile, com certeza, seria uma delas.