terça-feira, 6 de novembro de 2012

Filhos: nem sempre o melhor remédio é a proteção


No último final de semana, durante as provas do Enem, uma mãe denunciou a filha por ter obtido uma resposta de maneira ilícita, através do celular.

A pergunta é: quantos pais teriam feito o mesmo?

A resposta é uma incógnita, mas adianto, seriam poucos. Pais, em sua maioria, tendem a proteger demais os filhos em qualquer situação. Mesmo quando este comete um deslize.

Não sou a favor disso. Acredito que, mostrar os defeitos do mundo, e esconder os dos nossos filhos, além de não ajudar em nada, atrapalha a formação do caráter. Não existe um deslize menor ou maior, deslize é deslize.

A simples tentativa de levar vantagem em algo pode fazer com que a criança cresça com este instinto. E isso, não é bom. A partir do momento em que os pais sabem do delito, devem tomar uma atitude enérgica e, se for o caso, punir na mesma medida.

Aprender a ser responsável desde cedo faz com que a criança aprenda a valorizar todas as questões que envolvem caráter e sociedade. Direitos e deveres. Ela deve se sentir protegida, mas deve saber também que, ao sair da linha, não contará com a anuência dos pais. Desta forma, ela terá que pensar muito antes de qualquer ato.

O que não podemos é imaginar que, ao passarmos a mão em suas cabeças ou mesmo deixarmos de lado pequenos deslizes, os protegeremos do mundo. Pelo contrário, criaremos pessoas com caráter degenerado e que se acharão sempre acima do bem e do mal.